A Câmara Municipal de Teresina voltou a realizar sessões presenciais nesta quarta-feira(06) no plenário da Casa.

No local, apenas os vereadores, de máscara, e o servidores da limpeza dividiam o espaço. A imprensa pôde acompanhar o retorno. As discussões iniciais foram sobre o empréstimo e sobre a comissão formada para acompanhar os gastos da Prefeitura no combate à pandemia.

O presidente da Casa, Jeová Alencar (MDB) informou que era necessário retornar as atividades presenciais porque precisavam acompanhar de perto as ações da Prefeitura neste momento de pandemia.

“Nós voltamos, mas com todas as precauções, plenário somente para os vereadores usando máscaras, higienizado e para a imprensa usando máscaras e fazer os debates porque a cidade estava precisando dos vereadores. É preciso fazer os debates com clareza”, disse.

Ele estranhou a líder do prefeito, Graça Amorim (Progressistas), questionar sobre a formação da comissão de parlamentares que vai fiscalizar os gastos do Município. “É lamentável, que o vereador na sua principal função é legislar e fiscalizar não querer que se crie uma comissão, para ajudar, para colaborar na execução dos projetos no combate a Covid-19. A comissão foi aprovado o requerimento pelo Dr. Lázaro, foi deliberado agora cada partido vai indicar um componente, apenas isso”, argumentou.

Sobre o pedido de empréstimo de 36 milhões de Euros (cerca de R$ 220 milhões pela cotação do dia 05/05) que a Prefeitura solicitou, o vereador disse que não votará contra, mas que vai querer o detalhamento de onde vai cada recurso.

O líder da oposição, vereador Dudu (PT) disse que foi a favor do retorno das atividades, que apesar de não terem parado durante a quarentena, acredita que presencialmente o debate flui melhor, à distância ainda tem os imprevistos da tecnologia. Mas, afirma que todos os cuidados devem ser tomados.

Sobre as discussões, o petista destaca que também estranhou o questionamento de Graça Amorim sobre a comissão e que não será contra o empréstimo, mas afirma que precisa ser detalhado cada gasto.

Já a vereadora Graça Amorim justificou seu questionamento sobre a comissão, ressaltando a maneira como foi criada, que teria sido numa sessão virtual, sem a participação de todos os vereadores e que deveria ter sido feita de modo mais claro.

“Houve essa proposição a sessão foi virtual, não foi votada da forma como a gente costuma, mas aqui a prefeitura não tem nada a esconder, não tem nada contra. Questionei a formação, tanto que nós vamos decidir a formação de acordo com o Regimento Interno, quem serão os componentes dessa comissão”, afirmou.

Ela também explicou ainda o pedido de empréstimo da Prefeitura e apresentou um requerimento para que ele seja colocado na pauta para ser apresentado. “O projeto de empréstimo tem que ter uma tramitação nas comissões, considerando que é um recurso e uma contratação ainda do ano passado e são vários investimentos de grande relevância de importância pela cidade”, ressalta.

Sobre o retorno da sessão, Amorim disse que era contra, porque o momento é de permanecer em isolamento, mas como foi voto vencido, participa, mesmo com o receio de quem tem comorbidades.

“Eu acho uma contradição, porque a gente mesmo pede para o povo ficar em casa, os matemáticos, a ciência já tem dito para nós que o isolamento é o que tem controlado a ascensão desse vírus, dessa pandemia. Muitos aqui têm comorbidades, eu sou uma, tenho três e vou fazer 60 (anos) estou assustada, inclusive estou de longe, de máscara. Mas, é uma missão nossa e um dever, nós temos projetos importantes e de interesse da cidade que precisamos estar acompanhando e votando”, afirmou a vereadora.

Fonte/cidadeverde