Sobre o tema ‘obras da carne’ e ‘fruto do espírito’, é comum nos púlpitos cristãos o pensamento plantonista de quem for mais alimentado e estiver mais forte vence…

A espada do espírito

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O que o apóstolo Paulo quis dizer no verso 4, de 2 Coríntios 10:

“… as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus para destruição de fortalezas”?

Quais são estas armas à disposição do cristão? Quais são as fortalezas que devem ser destruídas?

O apóstolo não estava falando de ferramentas e apetrechos preparados por homens como espadas, lanças, escudos, aríetes, flechas, etc.

As armas são espirituais e o embate é espiritual, visto que o crente não tem que lutar contra a carne e o sangue, e sim, contra as potestades, os príncipes das trevas deste século, as hostes espirituais da maldade (Efésios 6.12). As armas à disposição do crente em Cristo, na batalha que está envolvido, jamais poderiam ser carnais.

O poder das armas dadas aos cristãos não está em quem maneja a arma, antes o poder decorre de Deus. O crente deve tomar a espada do espírito, pois ela é poderosa e realiza o que foi estabelecido por Deus.

“assim também ocorre com a palavra que sai da minha boca: ela não voltará para mim vazia, mas fará o que desejo e atingirá o propósito para o qual a enviei” (Isaías 55.11).

Se comparado à melhor ferramenta de corte preparada pelo homem, a palavra de Deus é mais penetrante, pois vai até o local que a mais cortante e precisa ferramenta conhecida pelo homem não pode alcançar: a divisão da alma e do espírito, portanto, eficaz para discernir tanto os pensamentos quanto as intenções do coração.

“Porque a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do espírito, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração” (Hebreus 4.12).

A armadura de Deus

“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.” (Efésios 6.11).

O apóstolo Paulo recomenda aos cristãos que se revistam de toda a armadura de Deus para poderem resistir os ataques do inimigo e permanecessem firmados em Cristo.

“Somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho“ (Filipenses 1:27).

Como Cristo previu que no mundo os seus seguidores seriam perseguidos, para que o crente permaneça firme, é imprescindível revestir-se de toda a armadura de Deus.

Só permanece firme o crente que se revestir de toda palavra de Deus, pois só através dela perceberá as armadilhas do diabo. O crente não pode ignorar os ardis de Satanás, e somente através do conhecimento da palavra de Deus é possível repelir as setas de engano (2 Coríntios 2.11).

Os cristãos não lutam contra judeus, gregos, bárbaros, servos, etc., e sim, contra os principados, potestades, os príncipes das trevas deste século, que são hostes espirituais da maldade. E onde ficam estes filhos do diabo? Nos lugares celestiais! Como?

Os judaizantes eram tais príncipes com autoridade dos chefes das sinagogas (1 Coríntios 2.8), verdadeiras ‘hostes’ espirituais da maldade. Aonde o apóstolo Paulo ia pregar o evangelho, não demorava para chegar os emissários do diabo para se opor ao ministério do apóstolo dos gentios.

“Mas, logo que os judeus de Tessalônica souberam que a palavra de Deus também era anunciada por Paulo em Bereia, foram lá, e excitaram as multidões.” (Atos 17.13)…

As obras da carne

“Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus” (Gálatas 5:19- 21).

Para resistir os dias maus é necessário estar revestido da armadura de Deus. A armadura de Deus promove a compaixão, a bondade, a humildade, a mansidão, a longanimidade, e sobre todas estas virtudes sobressai o amor.

“REVESTI- VOS, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de coração compassivo, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade… E sobre tudo isso, REVESTI-VOS do amor…” (Colossenses 3.12 e 14).

Antes de enfatizar a necessidade dos colossenses de se revestirem da armadura de Deus, o apóstolo Paulo traz à memória que Epafras deu testemunho acerca dos cristãos de Colossos, de como obedeceram (amor) a palavra do evangelho (espírito): creram em Cristo.

“O qual nos declarou também o vosso amor no Espírito” (Colossenses 1.8);

“Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro;” (1 Pedro 1.22);

“Mas que se manifestou agora, e se notificou pelas Escrituras dos profetas, segundo o mandamento do Deus eterno, a todas as nações para obediência da fé;” (Romanos 16.26).

Após saber que os cristãos de Colossos haviam crido, o apóstolo Paulo não cessou de rogar a Deus para que eles fossem pleno do conhecimento da vontade de Deus, em toda sabedoria e inteligência segundo a palavra de Cristo, para que pudessem andar dignamente diante de Deus, agradando a Deus em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus.

O crescimento no conhecimento de Deus promove fortaleza, segurança, segundo a força do poder que há no evangelho, o que promove toda a paciência (perseverança), longanimidade com gozo (Colossenses 1.11). Ora, após fazer a vontade de Deus, que é crer em Cristo, do que o crente necessita? De perseverança!

“Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa” (Hebreus 10.36).

A paciência e a longanimidade com gozo só produz quem permanece fundado e firme no evangelho, não se demovendo da esperança “Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro” (Colossenses 1.23).

O fruto do espírito

“Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei” (Gálatas 5.22-23)

As ‘obras da carne’ são manifestas naqueles que não tem o espírito de Deus, pois andam segundo a carne, e o ‘fruto do espírito’ é pertinente aos que tem o espírito de Deus.

“Estes são os que a si mesmos se separam, sensuais, que não têm o Espírito” (Judas 1.19).

Embora o termo ‘espírito’ esteja grafado em nossas Bíblias com letra maiúscula, o que dá a entender que se refere a terceira pessoa da trindade, o Espírito Santo, na verdade o termo se refere ao evangelho de Cristo.

Por causa da grafia do termo espírito com ‘e’ maiúsculo, surge o primeiro grande equívoco por má leitura da passagem da carta aos Gálatas 5, versos 22 a 23, de que o fruto é resultado da atuação do Espírito Santo na vida do cristão. O segundo equívoco, refere-se à ideia de que o ‘fruto do espírito’ guarda relação direta com a reformulação do caráter e da conduta do cristão em sociedade.

Antes de prosseguir, se faz necessário compreender que o termo ‘espírito’ foi empregado no verso em comento para fazer referencia à mensagem do evangelho. Devemos ter em mente que, tanto a palavra do evangelho, quando a mensagem de engano, são denominados ‘espírito’:

“Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus ouve-nos; aquele que não é de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos nós o espírito da verdade e o espírito do erro” (1 João 4.6).

O cristão, ao crer na mensagem do evangelho, creu no ‘espírito de Deus’, porém, como no mundo levantaram-se muitos falsos profetas, faz-se necessário ao cristão provar os espíritos.

“Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1 João 4.1).

A ‘formula’ para analisar (provar) se uma mensagem é de Deus ou se é falsa, foi apresentada pelos apóstolos:

a) Se uma mensagem diz que Jesus veio em carne é de Deus, mas se nega que Jesus veio em carne, é mensagem do anticristo (1 João 4.2-3; 1 João 2.22), e;

b) Se uma mensagem diz que Jesus é o Cristo, mas nega a eficácia da sua obra, é mensagem de um falso profeta (2 Timóteo 3.5).

Os versos que se seguem, o termo ‘espírito’ pode ser substituído por ‘evangelho’, ‘mensagem’, ‘doutrina’, ‘corpo’, etc.

“Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro;” (1 Pedro 1.22);

“Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação.” (2 Timóteo 1.7);

“O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica.” (2 Coríntios 3.6);

Fonte: estudobiblico

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