Bolsonaro provoca William Bonner e Globo após editorial do JN (Imagem: Reprodução – Agência Brasil – Globo/ Montagem – RD1)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) demonstrou insatisfação com o editorial do Jornal Nacional, da Globo, sobre as 500 mil mortes pela covid-19. Nesta segunda-feira (21), o político provocou William Bonner, em conversa com apoiadores.

Na entrada do Palácio da Alvorada, o presidente ironizou a declaração e comparou o âncora do telejornal da Globo a um médico. No sábado (19), em editorial, o apresentador comentou a marca e disse que o Jornalismo da emissora não servirá de megafone para o negacionismo.

“Quem estiver com Covid sabe quem procurar agora, o doutor William Bonner. A doutora Miriam Leitão também é muito boa”, comentou Bolsonaro, que não comentou a marca de 500 mil mortes no Brasil.

No JN, Bonner começou lembrando do editorial feito em 2020, quando o país havia batido a marca de 100 mil mortes, descreveu o estado severo em que o país se encontra desde então e lastimou pelas centenas de milhares de vidas perdidas:

“Em agosto do ano passado, quando o Brasil ultrapassou o registro escandaloso de 100 mil mortes pela Covid, o Jornal Nacional se manifestou sobre essa tragédia num editorial. Parecia que o país tinha superado um limite inalcançável: 100 mil mortos! Hoje, são 500 mil. Meio milhão de vidas brasileiras perdidas. O sentimento é de horror, e de uma solidariedade incondicional às famílias dessas vítimas. São milhões de cidadãos enlutados”.

Na sequência, o âncora do telejornal da Globo falou sobre os erros incontáveis do governo Bolsonaro nessa fase crítica da saúde brasileira e apontou as falhas incontestáveis que nos trouxeram a esse cenário de mortes:

“Hoje é evidente que foram muitos e muito graves os erros cometidos, e eles estão documentados por entrevistas, declarações, atitudes, manifestações. A aposta insistente e teimosa em remédios sem eficácia, o estímulo frequente a aglomerações, a postura negacionista e inconsequente de não usar máscaras. E o pior: a recusa em assinar contratos para a compra de vacinas a tempo de evitar ainda mais vítimas fatais”.

“Com as informações do RD1