Foto divulgações

Com o colapso da rede pública e privada de hospitais e a falta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Belém por causa da pandemia de covid-19, pacientes mais ricos desta e outras cidades das regiões Norte e Nordeste têm utilizado UTIs aéreas para fugir principalmente até São Paulo e Brasília em busca de tratamento.

Um desses pacientes foi o ex-secretário estadual de Transportes, Kleber Menezes, que divulgou nas redes sociais um vídeo na unidade aérea.
Um levantamento feito por um portal de notícias junto a cinco empresas de aviação executiva, que prestam o serviço de UTI aérea, registrou um aumento que vai de 30% ao dobro no número de voos e orçamentos realizados, principalmente nas últimas duas semanas em voos em direção às capitais paulista e federal.
Um voo em UTI aérea de Belém a Brasília sai a partir de R$ 40 mil. O valor pode variar bastante entre as empresas e chegar a R$ 120 mil e R$ 200 mil nos mesmos trechos, dependendo da aeronave e outros fatores. Alguns planos de saúde mais sofisticados e caros cobrem o custo, mas a maioria destes voos é particular ou pago por grandes empresas.
A companhia de aviação executiva Brasil Vida Táxi Aéreo afirma que desde março realiza voos nacionais e internacionais de passageiros suspeitos e confirmados com covid-19. Os pacientes são transportados junto à equipe composta por um médico intensivista, um enfermeiro e a tripulação (piloto e copiloto).
A evolução do número de voos das UTIs aéreas da empresa acompanha a evolução da pandemia no país. Em março, foram realizados 11 voos de pacientes com covid-19, dez deles de outros países para o Brasil. Em abril, a companhia transportou 31 pacientes com covid-19, todos no Brasil.
Em maio, até segunda-feira, 4, já foram 12 voos de pacientes com a doença. Destes, sete de Manaus, Belém e São Luís para São Paulo e Brasília. Os outros cinco, de cidades menores para capitais do Norte e Nordeste. A empresa reforça que apesar do aumento dos clientes particulares, 85% de seus voos de UTI aérea é para o SUS.
Na semana passada o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, anunciou restrições maiores à circulação de pessoas na capital por que tanto a rede privada quanto a pública não tinham mais vagas.
No Pará, o número de óbitos quadruplicou em uma semana. Até terça-feira, o estado registrava 4.472 casos confirmados e 369 mortos por covid-19.
Fonte: UOL

* Com as  informações Romanews