As autoescolas do país têm menos de um mês para se adequar à Resolução 778/19 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Essa foi publicada em junho deste ano, que altera algumas das regras para a aquisição ou adição da categoria na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Conselho de Trânsito divulga novas regras para CNH.

Entre as principais mudanças no sistema, estão o fim da obrigatoriedade do simulador de direção na categoria B (carro). Este é exigido desde 2016, que consequentemente vai diminuir em cinco horas as aulas de automóveis. Sendo assim, igualando a carga horária da categoria B à categoria A (motocicleta), que é de 20 horas/aula, no mínimo.

Entretanto, se o candidato preferir o uso do simulador, pode realizar até cinco aulas no equipamento e as demais 15 horas de curso acontecem no automóvel.

A resolução também suspendeu por doze meses a obrigatoriedade da frequência nas aulas teóricas e práticas para obtenção da Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC). Passando a ser necessária apenas a realização das provas teórica e prática; entretanto, “em caso de reprovação na prova prática, o candidato deverá submeter-se às aulas práticas”, diz a determinação. Após um ano, a carga horária para tirar a ACC diminui de 20 horas para cinco, que podem ser feitas no ciclomotor do aluno.

Além disso, outra etapa da obtenção da CNH que sofreu alteração foram as aulas noturnas. Essas com exigência de apenas uma por hora/aula prática durante a noite para alunos em formação que desejam conduzir motos, carros ou ciclomotores.

A partir de 16 de setembro, todas as medidas impostas pelo Contran passam a ser válidas, mesmo para os candidatos que estão no processo de obtenção da CNH. Com o sistema adaptado, aqueles alunos que já tiverem cumprido a carga horária exigida pela resolução estão aptos a realizar a prova de direção, enquanto aqueles que já estiverem fazendo as aulas práticas devem apenas complementar a carga horária exigida pela nova regra.

Ciente da determinação do Contran, a diretora de Ensino da Auto Escola União, Maria José Moreira, disse que “não tem o que pensar” sobre a nova resolução, “só cumprir e se adequar”. Maria José ainda acredita que a autoescola vai sair no prejuízo. Pois, investiram um valor alto no equipamento do simulador, mas que, para o bolso do candidato à habilitação, a CNH deve ficar mais barata.

Deve diminuir o custo em pelo menos R$400”, calculou.

Ainda, a diretora também comentou que é provável que os alunos contratem mais aulas devido à diminuição da carga horária obrigatória para a categoria B e também pela redução da quantidade de aulas noturnas. “Muitos vão querer treinar mais”, acredita.

Compartilhado

A resolução esclarece que, passando o equipamento de simulação a ser facultativo. “O uso do simulador poderá ser compartilhado entre CFC, desde que o equipamento esteja vinculado a outra instituição de ensino credenciada ou a centro de simulação fixo ou itinerante”.

Fonte: portal onda sul.