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Eu te recebo como meu esposo(a)”. Essa frase pequenininha pronunciada no momento da troca dos votos significa que nós aceitamos nosso esposo ou esposa assim como ele é, junto com todo o seu ambiente familiar.

Ele é filho ou filha de seus pais e isso faz parte de sua identidade, isto é, é algo impossível de apagar. Também não podemos apagar seus possíveis irmãos e irmãs. Se realmente amamos nosso marido ou esposa, não podemos ignorá-los.

Contudo, para justificar a falta de entusiasmo em se relacionar com a nova família, algumas pessoas podem dizer: “Eu casei com você, não com a sua família!”.

É verdade, no sentido de que o vínculo conjugal se torna primário em comparação com os laços de sangue, mas é falso, se pretendemos considerar esses laços familiares como exteriores a nós, algo que não faz parte do amor conjugal.

Um amigo dado pela natureza

Um cunhado ou uma cunhada são amigos dados a nós pela natureza e pela escolha de seu cônjuge. Mais uma razão para que eles sejam verdadeiramente acolhidos como “valor agregado” em nossa vida! 

chegada de um cunhado ou cunhada dentro de um relacionamento de irmãos traz um sopro de ar fresco que pode renovar as relações fraternas, liberar tensões e gerar aberturas benéficas.

Por outro lado, conhecer e apreciar os irmãos e irmãs de seu cônjuge é aprender a amar melhor o(a) esposo(a). Ao ouvi-lo evocar memórias de infância, identificando as cumplicidades que existem com um ou outro, descobrimos isso mais profundamente.

Muitas vezes, também são formadas amizades entre “os cunhados” da família, como se para lutar todos juntos comicamente contra a nova família.

Mas de onde vem essas tensões?

Quando você se casa, nada é como costumava ser – o relacionamento tanto com os irmãos, como com os amigos muda inevitavelmente. Isso nem sempre é fácil, mesmo e especialmente entre irmãos e irmãs muito próximos.

Se certas mães são possessivas, isso também acontece com certas irmãs (ou irmãos), que acham difícil aceitar que um “estranho” (ou uma estranha) tenha tomado o primeiro lugar no coração de seu irmão (ou irmã)!

As mesmas pessoas às vezes têm inveja de ver um recém-chegado ganhar o carinho de seus próprios pais. Não devemos nos surpreender que as relações entre cunhados sejam difíceis. A vida em família nunca é fácil. É uma situação tão antiga quanto o pecado original!

Além disso, nunca se deve esquecer que qualquer casamento confronta dois mundos diferentes: mesmo quando as famílias dos dois cônjuges são parecidas em termos de educação, gostos e crenças, é preciso assimilar novos hábitos de ambas as partes, compartilhar tradições, maneiras de mostrar afeto ou expressar desacordo. Leva tempo e, acima de tudo, muita atenção e respeito mútuo.

Algumas regras de ouro podem facilitar as coisas

A primeira é a ternura. Se você deseja semear discórdia em sua família, faça o possível para falar mal dos outros com a maior frequência e habilidade possível. Resultado garantido pelo Diabo, o “divisor” em pessoa!

Outro ingrediente essencial: discrição. Ela não é fácil de lidar, porque existe um fino limiar entre o justo respeito à intimidade de cada um e o silêncio excessivo, interpretado como ocultação ou desinteresse.

Para completar, uma boa dose de humildade e humor: o suficiente para desdramatizar o que não vale a pena e que cria cabelos brancos (ou seja, 99% das brigas familiares). Também não devemos esquecer o perdão, sem o qual não há amor fraterno.

E, acima de tudo, não precisamos tentar fazer mais do que aquilo que nos sentimos capaz: nós podemos aprender a amar nossos cunhados e, contudo, não passar dez dias de férias na mesma casa que eles!

Christine Ponsard


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Fonte:Redação Manchete Net/Aleteia