Ex-presidente Dilma Rousseff Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

O plano de imunizar todos os ex-presidentes da República desde a redemocratização contra a Covid-19, idealizado pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), parece não ter dado muito certo para o “marketing” do gestor paulista.

Ao menos foi isso que indicou a resposta dada pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que rejeitou o convite feito pelo tucano para, em outras palavras, “furar a fila” da vacinação.

O “fora” dado por Dilma foi publicado em nota no site oficial da ex-presidente. Na mensagem, ela alega questões “éticas e de justiça” para rejeitar o convite e diz ser “inaceitável” não respeitar o que foi determinado pelo Plano Nacional de Vacinação, elaborado pelo Ministério da Saúde.

– Recebi o convite do governador de São Paulo para ser vacinada com a Coronavac no dia 25 de janeiro, em Porto Alegre. Agradeço, mas diante das circunstâncias tenho o dever de recusar a oferta, por razões éticas e de justiça. O Plano Nacional de Vacinação deve ser respeitado e, se é certo que a vacinação já começou, não há montante de vacinas disponível para que eu, agora, seja beneficiada – afirmou.

A ex-chefe de Estado ainda afirmou que aceitará tomar a CoronaVac, mas que vai aguardar sua vez de ser imunizada. Em dezembro, quando os convites a ex-chefes de Estado foram noticiados pela primeira vez, a ex-presidente havia dito ao site UOL que “tomaria [a vacina] com imensa satisfação” se a dose fosse enviada por Doria a Porto Alegre, onde ela mora.

Além de Dilma, Doria estendeu o convite aos ex-presidentes Lula (PT), Fernando Collor (PROS), Jose Sarney (MDB), Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Michel Temer (MDB). Lula e Collor também rejeitaram o convite do tucano, já FHC, Sarney e Temer aceitaram e devem participar da cerimônia marcada para o dia do aniversário de São Paulo.

*Com as informações do Pleno News