1O número de companhias aéreas que realizam voos regulares considerando transporte de passageiros e de carga no Brasil caiu quase pela metade de 2010 a 2018. De acordo com levantamento feito pelo G1 com base em dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), eram 23 empresas em 2010 e, no fim do ano passado, eram 12.

FOTO: REPRODUÇÃO AVIANCA

A maior parte das companhias que deixaram de operar atuavam no transporte de cargas. Das que transportavam passageiros estão a Trip, que se fundiu à Azul, a Webjet, comprada pela Gol, a Puma, que faliu e a Noar, que suspendeu as operações depois que uma de suas aeronaves caiu no Recife (PE) deixando 16 mortos.

Além destas, deixaram de operar: Abaeté Linhas Aéreas S.A.; Air Minas Linhas Aéreas Ltda;
Beta – Brazilian Express Transportes Aéreos Ltda; Cruiser Linhas Aéreas Ltda; Master Top Linhas Aéreas S.A.; Mega Linhas Aéreas Ltda; Brava Linhas Aéreas Ltda; RLA – Rico Linhas Aéreas S.A.;
Sol Linhas Aéreas Ltda; Team – Transportes Especiais Aéreos e Malotes Ltda; Trip Linhas Aéreas S.A. e Webjet Linhas Aéreas S.A..

Com a crise da Avianca, que está em recuperação judicial desde dezembro de 2018, e fará 1 leilão de 7 UPIs (Unidades Produtivas Isoladas) na próxima 3ª feira (7.mai.2019), a redução pode ser ainda maior. A empresa tem cancelado voos e devolvido aeronaves.

A companhia é a 4ª maior do país em fatia de mercado, com 8,93%, considerando o 1º bimestre de 2019 –segundo os dados mais recentes disponíveis da Anac. As 3 maiores são, respectivamente, Gol (29,63%), Latam (28,38%) e Azul (20,11%).

ATUAÇÃO DE EMPRESAS ESTRANGEIRAS

De acordo com a apuração do G1, caiu também o número de empresas estrangeiras que operam voos regulares no Brasil. Eram 65 em 2010, 76 em 2013 e 57 no fim de 2018.

A lista de empresas do exterior que deixaram de operar no país inclui a Pluna Líneas Aéreas, que suspendeu os voos por dificuldades financeiras; a norte-americana United Air Lines, incorporada pela Continental Airlines; a Insel Air International e a Insel Air Aruba, que tiveram autorizações cassadas; a Los Cipreses S.A do Brasil (BQB Linhas Aéreas); a Sata Internacional; e Transaero Airlines, que encerraram as atividades no Brasil.

AUMENTO NO PREÇO DE PASSAGENS

Outro levantamento feito pelo buscador de passagens Kayak aponta que o preço médio de passagens aéreas para rotas nacionais aumentou 14% depois do anúncio de cancelamento de voos da Avianca.

De acordo com a empresa, o preço médio de passagens 15 dias antes dos cancelamentos era de R$ 630,00 e depois dos cancelamentos chegou a R$ 717,60.

A pesquisa foi feita no na última 5ª feira (2.mai.2019) na base de dados do Kayak, comparando passagens de ida e volta na classe econômica em rotas nacionais operadas pela Avianca pesquisadas de 29 de março a 12 de abril com as pesquisadas de 13 de abril a 28 de abril.

Brasília foi o destino onde as passagens mais encareceram, subindo 70%: de R$ 663, foram a R$ 1.127.

Fonte: pode 360