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Deus possui a terra; Ele é seu Criador. “No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gênesis 1:1). No Salmo 24:1 lemos que “A terra e tudo que nela há são do Senhor…” e Apocalipse 4:11 afirma: “Tu, Senhor e Deus nosso, és digno de receber a glória, a honra e o poder, porque  criaste todas as coisas, e por tua vontade elas existem e foram criadas.” 

Deus possui as criaturas vivas que habitam a terra (Salmo 50:10). Ele possui os metais que estabelecem o valor monetário da terra, “Tanto a prata quanto o ouro me pertencem”, declara o Senhor dos Exércitos (Ageu 2:8). Ele também declara a propriedade sobre os corpos do verdadeiro crente: “Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos?” (1 Coríntios 6:19). 

Nada está excluído da esfera de Sua propriedade e realeza como lemos em 1 Crônicas 29:11-12, “Ó Senhor, a ti pertencem a grandeza, o poder, a glória, a vitória e a majestade. Tudo que há nos céus e na terra é teu, ó Senhor, e este é teu reino. Tu estás acima de tudo. Riqueza e honra vêm somente de ti, pois tu governas sobre tudo. Poder e força estão em tuas mãos, e cabe a ti exaltar e dar força.” 

Há inúmeros exemplos na Palavra que nos mostram que Deus é dono de tudo. 

Lúcifer, o orgulhoso arcanjo rebelde que caiu do céu e foi lançado à terra, no entanto, pensou que poderia se tornar como o Dono, usurpando todos os direitos e privilégios do Criador (Isaías 14:12-14), e como muitos hoje, esqueceu quem o Proprietário verdadeiro realmente é. 

O erro de Israel foi semelhante; eles se comportaram como se seus bens fossem sua propriedade e falharam em devolver a Deus com seus dízimos (Malaquias 3:8-10). 

Deus delegou autoridade sobre a criação ao homem (Gênesis 1:28); portanto, como mordomos de Deus, somos responsáveis ​​perante Ele pela administração adequada da criação e não devemos ser como o servo infiel de quem Jesus nos falou, que não fez nenhum esforço para ser produtivo (Mateus 25:14-29). 

Nesta parábola, um homem estava pronto para partir em uma viagem. Antes de partir, ele chamou três de seus escravos e confiou-lhes seus bens. A um deu cinco talentos, a outro dois e a outro um, cada um de acordo com sua capacidade; e ele foi na sua jornada. 

Cada mordomo tinha a confiança do mestre, e o sucesso do empreendimento dependia da produtividade do servo. Cada mordomo recebeu diferentes quantias de recursos de acordo com o mestre, e a recompensa era baseada no uso fiel desses recursos. 

Jesus contou uma parábola semelhante em Lucas 19:13-27, que enfocou o percentual de retorno. Em ambas as parábolas, os mordomos foram essencialmente questionados: “O que você fez com o que lhe foi dado?” Cada um tinha enorme liberdade em sua gerência e a oportunidade de demonstrar suas capacidades e administração. 

Precisamos entender que a doutrina bíblica da mordomia define o relacionamento do homem com Deus. Identifica Deus como proprietário e o homem como administrador que serve a Seu Mestre. Deus faz o homem O seu colaborador na administração de todos os aspectos da nossa vida. O apóstolo Paulo explica melhor dizendo: “Pois nós somos colaboradores de Deus, e vocês são lavoura de Deus e edifício de Deus” (1 Coríntios 3:9). 

Uma vez que entendemos o significado de mordomia, somos capazes de ver com precisão e avaliar corretamente não apenas nossos bens, mas, mais importante, a própria vida humana. Em essência, a mordomia define nosso propósito neste mundo como designado a nós pelo próprio Deus. É nossa oportunidade dada por Deus de nos unirmos a Ele em Seu movimento redentor mundial e eterno (Mateus 28:19-20). A mordomia não é Deus tirando algo de nós; é Seu método de conceder Seus mais ricos dons a Seu povo. 

Na maioria das vezes, quando pensamos em boa administração, pensamos em como administramos nossas finanças e nossa fidelidade no pagamento dos dízimos e ofertas a Deus. Mas é muito mais do que isso. Na verdade, é mais do que apenas administrar nosso tempo, nossos bens, nosso meio ambiente ou nossa saúde. 

A mordomia é nossa testemunha obediente à soberania de Deus. É o que motiva o seguidor de Cristo a agir, realizando atos que manifestem sua fé Nele. A mordomia de Paulo envolvia proclamar aquilo que foi confiado a ele – a verdade do evangelho. 

Gerenciar os recursos confiados por Deus define nossa obediência prática na administração de tudo sob nosso controle, tudo delegado a nós. É a dedicação de si mesmo e de seus bens ao serviço de Deus. A mordomia reconhece que não temos o direito de controle sobre nós mesmos ou nossa propriedade – Deus tem esse controle. Significa que, como mordomos de Deus, somos administradores daquilo que pertence a Deus e estamos sob Sua autoridade constante ao administrar Seus negócios. 

A mordomia fiel significa que reconhecemos plenamente que não pertencemos a nós, mas pertencemos a Cristo, o Senhor, que Se entregou por nós. Como resultado, reconhecemos a propriedade de Deus por meio do serviço fiel a Ele e a nossos semelhantes, ao usar nosso dinheiro com sabedoria para a proclamação de Seu evangelho, o apoio às missões, o crescimento de Sua igreja e ajudando os necessitados. 

Precisamos entender plenamente que tudo o que temos pertence a Deus que o confiou a nós, portanto, a mordomia é um privilégio dado por Ele para o cuidado do que pertence a Ele em amor e vitória sobre o egoísmo e a cobiça. Um mordomo fiel não é egoísta; ele se alegra com as bênçãos que advêm a outros como resultado de sua fidelidade. 

Você é o senhor da sua vida? Ou é Cristo que é o Senhor da sua vida? A mordomia é o nosso amor expresso em total obediência a Deus e nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. 

Como Paulo disse aos coríntios: “Lembrem-se: quem lança apenas algumas sementes obtém uma colheita pequena, mas quem semeia com fartura obtém uma colheita farta. Cada um deve decidir em seu coração quanto dar. Não contribuam com relutância ou por obrigação. “Pois Deus ama quem dá com alegria.” Deus é capaz de lhes conceder todo tipo de bênçãos, para que, em todo tempo, vocês tenham tudo de que precisam, e muito mais ainda, para repartir com outros.” (2 Coríntios 9:6-8) 

*Com as informações mvmportuguese