Ronaldinho chega para depor algemado Foto: NORBERTO DUARTE / AFP

O ministro da Secretaria Nacional Anticorrupção do Paraguai, René Fernández, revelou que há indícios que o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Assis depositaram dinheiro para iniciar o processo de naturalização.

Em entrevista à Rádio “ABC Cardinal 730 AM”, o ministro afirmou que a quantia gira em torno de 59 milhões de guaranis (cerca de R$ 42,6 mil reais). O ex-jogador e o irmão dele estão presos desde sábado (6) por entrarem no país com documentos falsos.

O montante teria sido depositado em uma conta do Banco Nacional do Fomento (BNF), do Paraguai. Segundo René Fernández, o valor seria uma espécie de caução para o início do processo. No entanto, o ministro não explicou se é possível fazer tal pagamento mesmo sem os pré-requisitos mínimos para a naturalização, como viver cerca de três anos no país e ter um emprego.

“Temos o dado de que uma funcionária do banco andou com os trâmites. O depósito foi feito e não chegou a ser identificado como parte de um trâmite de naturalização. É uma conta que se habilita para esse tipo de processo. Eles, por ser estrangeiros, não podem ter contas comerciais. O dinheiro segue depositado e não foi extraído ainda. Esse depósito é do fim de dezembro e tentaram retirá-lo em janeiro”, disse René.

Moro acompanha o caso

O ministro da Justiça Sergio Moro está se comunicando constantemente com as autoridades paraguaias para solicitar notícias da situação processual de Ronaldinho Gaúcho.

Euclides Acevedo, ministro do Interior do Paraguai – responsável pela segurança interna e diretor administrativo da Polícia – disse que o ministro da Justiça do Brasil, Sergio Moro, está se comunicando repetidamente com ele nos últimos dias para saber mais sobre o assunto.

“O ministro Sergio Moro escreveu para mim muitas vezes”, disse Acevedo em uma entrevista à rádio paraguaia ABC Cardinal, em Assunção. O secretário de Estado paraguaio disse que Moro expressou preocupação com a situação de Ronaldinho Gaúcho e seu irmão. “Ele queria saber o que estava acontecendo, quais eram as chances deles saírem o mais rápido possível”, acrescentou. O ministro até afirmou que Moro perguntou se o problema era de fiança ou questões semelhantes.

Acevedo revelou essas informações justamente no dia em que uma próxima visita de Moro ao Paraguai foi oficialmente anunciada. O Ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil visitará o país vizinho nos próximos dias 26 e 27, de acordo com a publicação no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira.

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Fonte:Redação Manchete Net/istoe