Ex-goleiro de Santos e Palmeiras, de 40 anos, foi encaminhado a um hospital em Minas Gerais após ser diagnosticado com Covid-19 | Foto: Agência Palmeiras / Divulgação / CP

A esposa do ex-goleiro Aranha, Juliana Aquino, está pedindo orações pela saúde do marido, internado na unidade de terapia intensiva por complicações da Covid-19 desde o último sábado (5).

O ex-atleta de 40 anos está em tratamento no Hospital Samuel Libânio, em Pouso Alegre, em Minas Gerais.

– Peço oração, o Aranha é guerreiro, tenho muita fé que logo ele vai estar em casa de volta – disse a esposa em áudio enviado ao G1.

Apesar do comprometimento pulmonar, Aranha não precisou ser intubado, mas a fisioterapia respiratória foi intensificada. Os pulmões apresentam 50% de comprometimento. As informações sobre o estado de saúde serão atualizadas no final da tarde desta sexta-feira (11).

Segundo o agente do ex-jogador, Jurandir José Pereira Martins, Aranha está evoluindo bem desde que foi internado.

Além do pedido de orações, Juliana agradeceu pela corrente de fé que foi criada em prol de Aranha e à equipe do hospital que tem cuidado dele.

– Venho agradecer a corrente de oração de todos os amigos, todas aquelas pessoas que sempre admiraram o Aranha. Em especial o nosso agradecimento à toda equipe de enfermagem, equipe médica e equipe do Hospital Samuel Libânio, em Pouso Alegre. Muito obrigado a todos, muita fé. Se cuidem todos, essa Covid não é brincadeira, se cuidem todos – completou.

CARREIRA
Aranha teve carreira marcante no futebol brasileiro, dentro e fora de campo. Pelo Santos, o goleiro conquistou a Libertadores de 2011 e a Recopa Sul-Americana, em 2012. Em 2015, conquistou a Copa do Brasil pelo Palmeiras, antes de encerrar sua trajetória no Avaí, três anos depois.

RACISMO
Mário Lúcio Duarte Costa ficou marcado como vítima de um dos casos de maior repercussão de racismo no futebol brasileiro. Na Arena do Grêmio, em 2014, quando defendia o Santos, o goleiro foi alvo de ofensas racistas por parte de torcedores do tricolor gaúcho em um jogo da Copa do Brasil. O caso tomou proporção nacional, e o Grêmio acabou excluído do torneio.

Os quatro torcedores acusados de racismo – Patricia Moreira, Eder Braga, Fernando Ascal e Ricardo Rychter – tiveram de comparecer a uma delegacia, por 10 meses, nos dias de jogos do Grêmio, dentro ou fora de Porto Alegre. Os quatro só podiam deixar a delegacia um hora após o término da partida.

Aranha se tornou uma das principais vozes da luta contra a discriminação racial, convidado com frequência para dar palestras em escolas e instituições federais.

– Acabei abrindo mão da minha carreira por conta dessa situação. Normalmente, eu não atendo programas esportivos. Não vou porque vão dizer que estou usando o tema para me promover. É uma inversão – afirmou o ex-goleiro em entrevista exclusiva ao Estadão.

“Com as informações do Pleno News