Segundo Força Aérea americana, o avião estava realizando uma missão reconhecida e aprovada em espaço aéreo internacional sobre o mar do Caribe. Venezuela afirma que avião não informou sua presença e por isso teria sido interceptado e depois escoltado para fora do espaço aéreo venezuelano.

Os Estados Unidos afirmaram neste domingo (21) que um caça venezuelano de fabricação russa “seguiu de forma agressiva” uma aeronave de reconhecimento das Forças Armadas americanas que realizava uma missão em espaço aéreo internacional.

“Um Su-30 Flanker da Venezuela seguiu de forma agressiva a aeronave americana EP-3 a uma distância insegura em 19 de julho, pondo o perigo a tripulação e a aeronave”, afirmou o Comando Sul, um dos comandos de combate do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

Segundo o órgão, o EP-3 “estava realizando uma missão reconhecida e aprovada em espaço aéreo internacional sobre o mar do Caribe”.

Posteriormente, o Comando Sul informou em comunicado que o avião americano realizava de maneira rotineira “missões de detecção e vigilância” na região para poder garantir a “segurança e proteção” dos cidadãos americanos e dos parceiros dos EUA sem violar as normas “e regras internacionais”, enquanto o piloto da aeronave venezuelana atuou de uma “maneira pouco profissional”.

Além disso, o comando americano advertiu que “esta ação demonstra o irresponsável apoio militar da Rússia” ao regime “ilegítimo” de Nicolás Maduro, assim como a “imprudência e o comportamento irresponsável” do governo venezuelano, que dificulta “o direito internacional e os esforços para resistir ao tráfico ilícito”.