O ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Gilson Dipp, disse ao jornal Folha de São Paulo que destruir as provas fruto da operação que prendeu quatro suspeitos de envolvimento na invasão dos celulares do ministro da Justiça e Segurança Pública e, entre outros, do procurador da República Deltan Dallagnol, seria “autoritarismo”.

Isso aí é um autoritarismo em nome da proteção de autoridadesO Ministério da Justiça está atuando como investigador, como acusador e como o próprio juiz ao mandar destruir provas, se é que isso é verdade. Eu não estou acreditando ainda”, declarou Dipp.

O próprio ministro Sérgio Moro estaria avisando autoridades alvos das invasões que as provas serão destruídas.

Segundo a Polícia Federal, mais de 1.000 celulares teriam sido hackeados.

Só que ao destruírem as provas (diálogos que podem ser de interesse público), a ideia é a de agentes públicos usando cargos e o próprio Estado para se protegerem.

Fonte 180graus