Ex-ministro “piauiense” Moreira Franco é preso pela Lava Jato do RJ

Mandados foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da Justiça Federal do Rio de Janeiro.

(FALA PIAUI) – Agentes da Polícia Federal prenderam o ex-ministro Moreira Franco nesta quinta-feira (21). A PF também faz buscas por Eliseu Padilha e prendeu o ex-presidente Michel Temer.

A ação da força-tarefa tem  base na delação do operador do PMDB Lúcio Funaro, homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A PF está nas ruas do Rio, São Paulo, Brasília e Porto Alegre.

A ordem dos mandados de prisão foi assinada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. A colaboração de Funaro, homologada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF),  narra o esquema de corrupção no Congresso, chefiada por caciques do antigo PMDB como os ex-presidentes da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, preso em Curitiba, e Henrique Eduardo Alves, além dos ex-ministros Geddel Vieira Lima, Moreira Franco e do ex-vice governador do Distrito Federal Tadeu Filippeli – assessor especial do gabinete de Temer.

Segundo o G1, a prisão de Temer estaria relacionada a esquema de corrupção nas obras da usina Angra 3, processo sob os cuidados do juiz Bretas. O caso trata das denúncias do delator José Antunes Sobrinho, dono da Engevix. O empresário disse à Polícia Federal que pagou R$ 1 milhão em propina para fechar um contrato de obra em Angra 3. O pagamento foi feito a pedido do coronel João Baptista Lima Filho (amigo de Temer), do ex-ministro Moreira Franco e com o conhecimento do presidente Michel Temer. A Engevix fechou um contrato em um projeto da usina de Angra 3.

Wellington Moreira Franco

Wellington Moreira Franco é um político brasileiro, filiado ao MDB. Foi ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência e, posteriormente, ministro de Minas e Energia no governo Michel Temer.

Nascimento: 19 de outubro de 1944 (idade 74 anos), Teresina, Piauí, Partido: Movimento Democrático Brasileiro, Cargo: Ministro de Minas e Energia do Brasil em 2018, Cônjuge: Clara Maria Vasconcelos Torres Moreira Franco (desde 1995). Filhos: Pedro Moreira Franco, Alice Moreira Franco, Bento Moreira Franco, Formação: Pontifícia Universidade Católica (PUC).

Leia mais sobre o ex-ministro: 

Wellington Moreira Franco (Teresina, 19 de outubro de 1944) é um político brasileiro, filiado ao MDB. Foi ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência e, posteriormente, ministro de Minas e Energia no governo Michel Temer. Após ter sua nomeação suspensa três vezes, uma por liminar do juiz Eduardo Rocha Penteado,[1] outra pela juíza Regina Coeli Formisano[2] e pela Justiça Federal do Amapá,[3] teve sua nomeação aprovada com a exigência da não elegibilidade ao foro privilegiado.[4] Isto tudo se deve à possível participação de Moreira Franco em esquemas de corrupção delatados por Cláudio Melo Filho na Lava-Jato.[5]

Ingressou na política brasileira durante o regime militar no MDB; em 1979, mudou-se para a ARENA, partido que apoiava a ditadura. Com o fim da ditadura e a chegada do PMDB ao poder, mudou de lado e passou ao PMDB, onde está até hoje. Foi membro dos Diretórios Estadual e Nacional do partido, bem como integrante da Comissão Executiva Nacional. Sua vida pública teve início em 1974, quando foi eleito Deputado Federal pelo MDB-RJ, Elegeu-se ainda Prefeito Municipal de Niterói e, logo depois, Governador do Estado do Rio de Janeiro. Retornando ao Congresso Nacional em 1994, exerceu por duas legislaturas o mandato de Deputado Federal. Além disso, foi Vice-Presidente da Caixa Econômica. No governo Fernando Henrique Cardoso, atuou como Assessor Especial do Presidente.

Na vida acadêmica, graduou-se em Sociologia e Política pela Pontifícia Universidade Católica – PUC do Rio de Janeiro. Fez cursos de mestrado no Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro – IUPERJ e no “Centre Universitaire de Vincennes” – Universidade Paris; e de doutoramento na “École Pratique des Hautes Études” e no Instituto de Estudos Políticos de Paris – “Sciences Po”.

Foi professor de sociologia na Faculdade de Economia da Universidade Federal Fluminense – UFF e diretor-presidente da Editora Nova Aguilar.

Foi nomeado, no início da gestão Dilma-Temer, para a hoje extinta Secretaria de Assuntos Estratégicos[6] e, posteriormente, a pedido do então vice-presidente, nomeado ministro da Aviação Civil.[7] Considerado um dos melhores amigos de Michel Temer, sua demissão, por Dilma, no último dia do primeiro mandato da petista foi um dos motivos de insatisfação apontados pelo próprio Temer, em carta enviada à presidente, para o rompimento do vice e do PMDB com a petista..[8][9][10] Após a destituição de Dilma, foi nomeado por Temer responsável pelo setor de privatizações e parcerias do governo com os interesses privados, assumindo a Secretaria Executiva do Programa de Parceria de Investimentos.[11] Responsável pelos leilões de aeroportos para consórcios privados, Moreira Franco é investigado na Operação Lava Jato, entre outros motivos, por mensagens trocadas com o então presidente da empreiteira Andrade Gutierrez à época das privatizações.No Dia 21 de Março de 2019 foi preso preventivamente pela Operação Lava Jato.[12][13]

Desde a década de 1990, Moreira Franco é conhecido no meio político pelo apelido de “gato angorá” – pela cabeleira branca e por seu perfil adesionista (“a característica do gato angorá é passar de colo em colo”).[14] Teve seu nome citado também nas delações da Odebrecht, em dezembro de 2016, quando se revelou que o codinome de Moreira Franco nas listas de repasses de dinheiro eram “gato”[15] e “angorá”.[16] Na década de 1980, era conhecido como “o genro do genro”, uma vez que era casado com a neta de Getúlio Vargas.[17]