EXCLUSIVO: relatório aponta que R$ 24 milhões em pavimentações foram superfaturados

Suposto esquema envolve recursos repassados pela Caixa Econômica Federal e agora abrange não só mais o IDEPI. O monstro cresceu

– Antes era o IDEPI, agora, inúmeras pastas. A coisa evoluiu

ELES ESTÃO SE LIXANDO PARA A REDE DE CONTROLE

Um relatório da Diretoria de Fiscalização de Obras e Serviços Públicos (DEFENG – III Divisão Técnica), órgão do Tribunal de Contas do Estado (TCE), constatou o suposto superfaturamento da ordem de exatos R$ 24.660.422,29 através de pavimentação em paralelepípedo, com recursos repassados pela Caixa Econômica Federal ao governo do estado, através do FINISA I. O superfaturamento teria ocorrido em 50% do valor total destinado para esse fim, que era de R$ 49.320.844,59.

Segundo a peça, “observou-se que, até a presente análise, 09 (nove) órgãos estaduais foram responsáveis por efetivar as licitações e respectivas contratações e execuções do objeto em apreço (Pavimentação em Paralelepípedo)”. São eles, IDEPI – de novo -, a batida Secretaria de Turismo, a suspeita Secretaria de Infraestrutura, a Secretaria das Cidades, a Secretaria de Transportes, a CCPR, a CDSOL, a SEDEC, a COMEPI.

“(…) em relação aos objetos como um todo, tem-se uma repercussão financeira de sobrepreço da ordem de aproximadamente 50,00%, levando em consideração o comportamento das contratações já realizadas no âmbito da administração pública estadual. Por seu turno, uma vez contratados e executados, como foi o caso das obras do FINISA I, tem-se, inicialmente, possível superfaturamento da ordem de 50,00% no valor total dos objetos relativos à Pavimentação em Paralelepípedo, podendo esse percentual variar conforme a apresentação e constatação dos reais preços contratados e pagos”, afirma o documento.

“Nesse particular, como o valor global da respectiva Prestação de Contas relativa ao objeto Pavimentação em Paralelepípedo foi de R$ 49.320.844,59, há um superfaturamento intrínseco da ordem de aproximadamente R$ 24.660.422,29 (aproximadamente vinte e cinco milhões de Reais).

“DANOS AO ERÁRIO”

Diante dos “achados”, a Corte de Contas apura as responsabilidades. Nesses “achados” estão “sobrepreço e superfaturamento por sobrepreço relativo ao serviço de pavimentação, ocasionados por superestimação no preço do insumo paralelepípedo”, além da “prática de ato antieconômico que resultou em dano ao erário”.

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Artigo/Posicionamento

Por RR

NA 1ª NOITE ELES VÊM SOZINHOS

ENCORAJADOS, NA 2ª JÁ NÃO SE ESCONDEM E VÊM AOS MONTES

Antes era só no IDEPI, em 2014, com desvios milionários de recursos em fajutas estradas vicinais no apagar das luzes do governo Zé Filho. A chamada farra do IDEPI. Então o Tribunal de Contas do Estado atuou, mas até hoje não julgou os inúmeros casos de desvios de dinheiros, as 36 tomadas de contas especiais. Não responsabilizou os culpados.

Agora, depois de cinco anos, a coisa é bem maior, e o suposto mega esquema, através de pavimentação em paralelepípedo, que envolve pastas como, novamente, o IDEPI, e as ‘novas’ SEINFRA, SETUR, SECID, SETRANS, CCPR, CDSOL, SEDEC, COMEPI, segue em frente.

O titular do Blog Bastidores responde a inúmeros processos (até no âmbito criminal) por que ousou a indagar o porquê da Polícia Civil e o Ministério Público Estadual não terem investigado no âmbito criminal o esquema de 2014 no IDEPI, que envolve empreiteiros, gestores, políticos.

Pois bem, como ao que parece, o suposto superfaturamento de R$ 24 milhões envolve recursos da Caixa Econômica Federal, através do FINISA I, pergunta-se: cadê a Polícia Federal no Piauí nessa tão propalada Era Moro?

Por acaso o leitor e a PF acreditam que tais superfaturamentos ao longo de anos em estradas vicinais e pavimentações em paralelepípedo e as ações conjuntas para calar e por abaixo a reputação de jornalistas – incluindo ações desesperadas até de candidato ao governo do estado – em anos pré (2017) e eleitoral (2018) são obras do acaso? Não deviam acreditar, uma vez que isso sugere uma engrenagem articulada.

  • Fonte:180graus.com