Explosão no Líbano deixou 190 mortos

O Exército do Líbano revelou nesta quinta-feira, 3, que encontrou mais 4,35 toneladas de nitrato de amônio perto da entrada do porto de Beirute, local de uma grande explosão provocada pelo mesmo produto químico no início de agosto.

De acordo com um comunicado dos militares divulgado pela agência de notícias estatal NNA, o elemento explosivo foi achado perto do Portão 9 e os engenheiros do Exército estão “lidando com isso.”

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Ainda nesta quinta-feira, um bombeiro que trabalha no porto Beirute relatou que, mesmo um mês depois da megaexplosão, há sinais de vida em meios aos escombros. “Estes (sinais de respiração e pulso), juntamente com o sensor de temperatura, significam que existe uma possibilidade de vida”, explicou o trabalhador de resgate Eddy Bitar, em contato com repórteres, publicou o “Sputnik.”

A explosão catastrófica em 4 de agosto que atingiu a cidade provocou 190 pessoas. As autoridades disseram que foi causado por cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amônio que foram empilhadas em condições inseguras em um armazém do porto durante anos. O incidente destruiu bairros inteiros, acabando com edifícios, casas e ferindo 6.000 pessoas. O caso, inclusive, impulsionou a queda do primeiro-ministro do Líbano, Hassan Diab, que não aguentou a pressão popular, renunciou ao cargo e demitiu toda a equipe do governo em meio aos protestos na capital do país. A manifestação dos libaneses teve como principal tema a negligência das autoridades na zona portuária.

Um mês após a megaexplosão, milhares de libaneses ainda estão “juntando os cacos”. De acordo com nota do Fundo nas Nações Unidas para a Infância (Unicef), cerca de 300 mil pessoas, incluindo 100 mil crianças, estão sem acesso a serviços de água potável e saneamento básico na cidade. “As explosões agravaram uma situação já precária em termos de acesso à água potável e saneamento na área metropolitana de Beirute, com um número significativo de caixas d’água e sistemas de encanamento danificados em prédios próximos à explosão”, disse a agência da ONU, em um comunicado divulgado na semana passada.

*Com as informações do Jovem pan