centro de Teresina

O prefeito Firmino Filho revelou que vai tomar medidas drásticas se o teresinense continuar “quebrando” a quarentena.

Com o índice de isolamento abaixo do satisfatório, o prefeito  ameaçou, nesta segunda-feira (11), preparar um decreto para fazer rodízio de veículos no Centro de Teresina. Na semana passada a reportagem mostrou que o fluxo de carros e pessoas na região central da cidade continua intenso, como se não houvesse pandemia.

Esta semana será crucial para o prefeito decidir se adota ou não o sistema de rodízio. O prefeito vai analisar se a movimentação no Centro continuará intensa.

“Existe já em estudo um decreto para nós possamos reduzir a circulação no  centro da cidade porque o centro é irradiador do vírus para  outras regiões. A pesquisa passada mostrava que a única região que não chegou ainda muito vírus foi na zona Norte. E, se esse processo de comparecimento ao centro, de ida  de veículo ao centro,  pessoas continuarem indo ao centro por vezes para serviço essencial, por vezes não. Esse processo precisa ser diminuído. Se não houver  esta semana uma diminuição significativa  , se não houvee aumento de respeito ao decreto de isolamento vamos ter que tomar decisões mais drásticas, como é a questão do rodízio”, disse o prefeito.

Firmino também declarou que deve adotar  “lockdown” parcial em Teresina se as medidas de isolamento social continuarem sendo desrespeitadas. O lockdown é a medida mais drástica que obriga as pessoas de setores não essenciais a ficarem em casa.

“Estamos estudando um lockdown que  seria parcial, funcionando final de semana, o que aconteceu na Turquia. Na Turquia adota quarentena durante a  semana e no fim de semana é fechado tudo. Na Turquia  teve bons resultados. Isso está sendo estudando, em caso de deterioração do quadro podemos adotar medidas drásticas como essa”, anunciou o prefeito.

Firmino admitiu que as medidas são antipopulistas, mas necessárias para “salvar vidas”. O prefeito faz um apelo para que as pessoas respeitem os decretos de isolamento.

“A gente não quer adotar. Essas medidas são impopulares, antipáticas mas nesse momento elas podem ser necessárias para que possamos salvar vidas. Infelizmente com a duração da quarentena muitas pessoas se acostumaram com ameaça, com medo e estão de forma, às vezes até desrespeitosa ,quebrando o isolamento. Isso pode significar muito  sofrimento, muita dor, e muitos óbitos em Teresina”, disse.

Fonte/cidadeverde