O homem responsável por montar a fogueira que explodiu durante uma festa junina em Osasco, na Grande São Paulo, ferindo o prefeito e a primeira-dama, afirmou que usou três litros de gasolina pra acender a estrutura.

Carlos Humberto de Aquino, de 57 anos, conhecido como Pé do Fogueirão, disse à CBN que espalhou o combustível em oito pontos da fogueira, cerca de quatro minutos antes de o prefeito Rogério Lins acendê-la. O prefeito segurava uma tocha quando a fogueira explodiu, ferindo outras quatro pessoas, entre elas Carlos Humberto, que teve queimaduras de primeiro grau.
Ele ainda contou à CBN que é responsável pela fogueira do evento há 15 anos, e faz a montagem por iniciativa própria. Carlos Humberto disse ainda que não houve mudanças no procedimento ou nos materiais usados, que são comprados por ele ou doados por vizinhos.

‘Todo material é o mesmo que usei em todas as administrações de Osasco. Todo ano é o mesmo procedimento. Espalho três litros de gasolina em oito pontos da fogueira. Espero três, quatro minutos pra acendê-la. Mesmo procedimento que usei ano passado, a tocha, foi esse ano. Pavio não se usa mais, por isso adotei a tocha.’

O comandante do Corpo de Bombeiros de São Paulo, Marcos Palumbo, afirma que o uso de gasolina pra acender fogueiras é arriscado. Ele explicou que os gases do combustível se misturam com os da atmosfera muito rapidamente, provocando um potencial explosivo muito alto.

‘Quanto maior for o tempo… três minutos com gasolina sendo colocada em qualquer lugar cria atmosfera explosiva muito grande. A gente não recomenda esse tipo de procedimento porque há possibilidade até de atingir pessoas que não estejam nem próximos da fogueira.’

Uma suspeita levantada é que, esse ano, a fogueira tenha sido montada um dia antes da festa e permanecido por cerca de 24 horas no local do evento, antes de ser acesa. Mas Carlos Humberto disse que fez isso pra agilizar o processo no dia do arraial. O acidente completa uma semana hoje. O prefeito Rogério Lins  e a primeira-dama Aline Lins permanecem internados em um hospital municipal de Osasco. A Secretaria de Segurança Pública informou que já ouviu todos os envolvidos no caso, mas espera a liberação médica do prefeito e da primeira-dama pra colher os depoimentos deles.

*Com informações da CBN/Meio Norte