Bianca Lourenço foi identificada pelo IML, ex-namorado é o principal suspeito do crime Foto: Reprodução

O Instituto Médico Legal (IML) confirmou, no início da tarde desta quarta-feira (13), que os restos mortais encontrados na Ilha do Fundão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, são da jovem Bianca Lourenço, de 24 anos.

A identificação foi feita por meio de uma perícia das digitais de Bianca. Até o fim da manhã, nenhum parente foi ao IML para liberar o corpo da jovem.

O corpo, que estava mutilado e decapitado, foi encontrado por policiais militares dentro de um tonel à beira da Praia do Fundão, na noite de terça-feira. Segundo a polícia, as tatuagens nas pernas e no tronco levantaram a suspeita de que o corpo seria da jovem desaparecida.

Moradora da favela Kelson’s, na Zona Norte do Rio, a jovem foi vista pela última vez enquanto era agredida e arrastada na comunidade por um ex-namorado, o traficante Dalton Vieira Santana, conhecido como “DT”. Ele é apontado pela polícia como o principal suspeito do crime.

Segundo a polícia, Dalton era obcecado pela jovem e a monitorava com frequência. No dia em que Bianca foi vista pela última vez, o traficante, armado de fuzil, invadiu a casa onde ela dormia na comunidade aos gritos: “Abre a porta ou eu vou arrombar”. Ele foi direto para o quarto, bateu com a coronha da arma na boca da jovem e a arrastou até um veículo Hyundai HB20 cinza.

O casal estava separado desde agosto do ano passado por iniciativa do próprio Dalton, que acreditava que a então namorada não aceitaria a separação. Ao contrário do que ele imaginava, logo depois do fim do namoro, Bianca postou numa rede social um desabafo, no qual dizia estar feliz por voltar a viver em paz.

* Comas informações do Pleno News