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Esta declaração encontrada em Oséias foi escrita cerca de dois mil setecentos anos atrás; no entanto, reflete um princípio que é tão aplicável hoje como quando foi escrito.

As pessoas estão sendo destruídas por falta de conhecimento porque rejeitaram o conhecimento que Deus tem disponibilizado a eles através de Sua Sagrada Escritura.

Oséias 4:1-2 enfatiza que a falta de conhecimento de Israel não era mera ignorância, mas pecado ativo contra Deus: “A fidelidade e o amor desapareceram desta terra, como também o conhecimento de Deus. Só se vêem maldição, mentira e assassinatos, roubo e mais roubo, adultério e mais adultério; ultrapassam todos os limites! E o derramamento de sangue é constante.”

Quando lemos o resto do versículo 6, isso nos ajuda a entender melhor o que Oséias está declarando: “Uma vez que vocês rejeitaram o conhecimento, eu também os rejeito como meus sacerdotes; uma vez que vocês ignoraram a lei do seu Deus, eu também ignorarei seus filhos.” É importante observar a estrutura do versículo: “rejeitaram o conhecimento” é paralelo a “ignoraram a lei.” Isso se encaixa no contexto do versículo inicial do capítulo, que afirma que Israel falhou em reconhecer o Senhor como seu Deus (Oséias 4:1). As pessoas não careciam simplesmente de conhecimento; eles o rejeitaram ativamente e o ignoraram.

Outro paralelo oferece uma compreensão mais profunda da passagem. Porque Israel havia “rejeitado” o conhecimento – a Lei de Deus, Deus os “rejeitaria”. Porque Israel havia “ignorado” a Lei de Deus, Ele “ignoraria” seus filhos; Ele removeria Sua futura bênção da nação. Como resultado de Deus “rejeitar” e “ignorar” Israel, eles seriam destruídos. A mensagem de Oséias está de acordo com a advertência de Moisés à nação de que Deus removeria Sua bênção de um povo desobediente, conforme Deuteronômio 28 declara.

Ja que, as advertências de Oséias foram ignoradas, Israel foi conquistado pelos assírios.

Quando lemos esses versículos, isso traz à mente os paralelos muito perturbadores que estão acontecendo no mundo hoje. Afundamos a profundidades morais mais baixas do que poderíamos ter imaginado apenas uma geração atrás. Matamos bebês que são socialmente inconvenientes. Nossa indústria de entretenimento celebra o adultério, a fornicação, a violência, as práticas sexuais aberrantes e todas as formas imagináveis ​​de mal; e isso é apenas para citar alguns de nossos padrões morais decadentes no mundo.

A imoralidade e o engano também passaram a caracterizar os mais altos cargos de nossas nações. Nossa política tolera e encobre mais assassinatos do que ousamos listar. Nossas empresas públicas foram prostituídas para a conveniência dos influentes que governam o mundo.

Como vemos, não há nada de novo na “nova moralidade.” Eles o praticaram em 700 a.C. e foram finalmente destruídos como resultado; e assim será para nós se continuarmos no caminho em que estamos indo, e vai resultar em consequências catastróficas.

Israel negligenciou a Palavra de Deus por duzentos anos. Nós também. Tornamo-nos virtualmente ignorantes da Palavra de Deus. Nós O banimos de nossas escolas e O exilamos de nossas vidas. Conseqüentemente, no minuto em que nos afastamos da Palavra de Deus, estamos condenados ao fracasso tanto em nossa vida cristã quanto em nossa vida nacional. Portanto, precisamos urgentemente dar atenção à história e considerar como os israelitas viraram as costas a Deus, já que neste momento não precisamos olhar além do espelho à nossa frente para ver um reflexo desses mesmos israelitas.

Nos Estados Unidos da América, está na moda referir-se à bênção de Deus como fonte de prosperidade material. No entanto, precisamos entender que nem todas as riquezas são bênçãos. Faremos bem em observar a profunda sabedoria de Agur, filho de Jakeh, que escreveu em Provérbios 30:7-9: “Duas coisas peço que me dês antes que eu morra: antém longe de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem pobreza nem riqueza; dá-me apenas o alimento necessário. Se não, tendo demais, eu te negaria e te deixaria, e diria: ‘Quem é o Senhor?’ Se eu ficasse pobre, poderia vir a roubar, desonrando assim o nome do meu Deus.”

Somente lembrando o quanto Deus fez por cada um de nós, seremos capazes de evitar rejeitar Aquele que pode nos dar a vida eterna em glória em vez do inferno que merecemos. É essencial que aprendamos a respeitar nosso Criador. Oséias nos mostrou o coração de Deus de compromisso amoroso. Quando pecamos, se temos um coração triste e cheio de arrependimento, Deus nos trará de volta a Si mesmo e mostrará Seu amor sem fim por nós; conforme declarado em 1 João 1:9, se confessarmos nossos pecados, Ele é fiel e justo e nos perdoará os pecados e nos purificará de toda injustiça.

O problema é que quando homens e mulheres carecem do conhecimento que os levaria a Cristo para a salvação, é porque eles já rejeitaram o conhecimento que os levaria ao entendimento de que precisam ser salvos. Paulo escreve que nos últimos dias homens e mulheres estariam “sempre aprendendo, e jamais conseguem chegar ao conhecimento da verdade” (2 Timóteo 3:7). E o próximo versículo nos diz porquê. É porque eles “resistem à verdade” (v. 8). Um capítulo depois, lemos em 2 Timóteo 4:4, que as pessoas “desviarão os ouvidos da verdade e se voltarão para os mitos (ou fábulas).”

Quando as pessoas morrem sem serem salvas, não é que Deus não quisesse que elas fossem salvas, pois Ele “deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2: 4).

Precisamos entender que o verdadeiro conhecimento é o conhecimento da verdade bíblica. O verdadeiro conhecimento é um relacionamento com Deus, que Israel perdeu e que a maior parte do mundo também perdeu nos dias atuais. A Palavra é o veículo da revelação de Deus de Si mesmo, como afirma o livro de Provérbios: “Onde não há entendimento da Palavra do Senhor, o povo faz o que bem entende, mas feliz é aquele que guarda a lei” (29:18).

Portanto, uma pessoa prudente antevê o perigo e busca refúgio. A pessoa tola segue cegamente e sofre as consequências (Provérbios 22:3). E, além disso, assim como eles não achavam que valia a pena reter o conhecimento de Deus, Deus os entregou a uma mente depravada, para que fizessem o que não deveria ser feito (Romanos 1:28).

Lembre-se sempre de que Deus nos deu conhecimento que pode ser obtido e também nos deu livre arbítrio, de modo que, qualquer escolha que fizermos, será aquela com a qual teremos que viver pela eternidade.

“Com as informações do mvmportuguese