Motorista Antônio Cardoso dirigena manifestação no Centro da Cidade (Foto: Antônio Cardoso)

O prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, saiu da reunião com a bancada federal onde participava na manhã desta segunda-feira, para ir ao encontro dos motoristas e cobradores de ônibus que paralisaram as suas atividades e realizavam uma manifestação na frente da Prefeitura de Teresina. Dr. Pessoa fez questão de cumprimentar todos os presentes.

Cerca de 30 motoristas e cobradores de ônibus do Consórcio Teresina realizam na manhã desta segunda-feira (11) uma manifestação em frente à sede da Prefeitura Municipal de Teresina, na rua Coelho Rodrigues, Centro da capital. Os trabalhadores reclamam das condições de trabalho impostas pelas empresas de transportes e dos descontos de cerca de R$ 400 no salário.

A população que utiliza as linhas dos bairros Parque Jurema, Redonda, São Paulo, Jardim Europa, Todos os Santos, Pedro Balzi, Redenção e Lourival Parente foi surpreendida pela greve dos ônibus na manhã de hoje (11). Os trabalhadores da categoria informaram que a ação é uma manifestação contra direitos violados e pedem a ajuda do poder público municipal.

Trabalhadores sentam na escadaria da Prefeitura de Teresina (Foto: Antônio Cardoso)

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários (Sintetro) informou que a ação foi levantada por motoristas de forma individual e o sindicato não vai se manifestar sobre a pauta.

A manifestação é encabeçada pelo motorista Antônio Cardoso, que alega que os profissionais estão recebendo valores abaixo do salário integral de R$ 1.941 na folha de pagamento. “Não temos condições de sustentar a família com esses descontos de R$ 600 ou R$ 400 reais, estão infringindo leis e regras do trabalhador. Tem motorista e cobrador com depressão e sem saber o que fazer”, explica.

O ticket de alimentação, a circulaçãode ônibus sucateados e demissão em massa também estão entre as reclamações dos motoristas. Cardoso também comentou que muitos trabalhadores, por medo da represália das empresas, estão aceitando seguir com serviços sob condições injustas.

“Muitos têm medo dos ataques, mas tem muita coisa errada e temos tudo documentado para mostrar a situação que estamos trabalhando”, completa.

O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut) divulgou que não responde por questões individuais e que apenas a empresa Taguatur foi atingida pela greve.

*Com as informações do Meio Norte