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Pesquisa da UFPI comprova que melancia agrava efeitos da enxaqueca

O objetivo da pesquisa foi avaliar o efeito da melancia na ativação da via L-arginina-óxido nítrico, que está envolvida na origem das crises de dor de cabeça em pessoas com enxaqueca.

15/09/2023 às 14h02 Atualizada em 15/09/2023 às 14h17
Por: Dedé Sousa Fonte: Redação@manchetenet
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Foto: Reprodução/rede social
Foto: Reprodução/rede social

Um estudo do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da Universidade Federal do Piauí (UFPI) mostrou que a melancia pode piorar os sintomas da enxaqueca.

O objetivo da pesquisa foi avaliar o efeito da melancia na ativação da via L-arginina-óxido nítrico, que está envolvida na origem das crises de dor de cabeça em pessoas com enxaqueca.

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Para isso, os pesquisadores selecionaram dois grupos de voluntários, um formado por pessoas que sofriam de enxaqueca e outro por pessoas sem a doença. Os participantes comeram melancia e, depois de 2 horas, tiveram o nível de nitrito no sangue medido. Os resultados indicaram que 29% das pessoas com enxaqueca relataram ter dor de cabeça após o consumo da fruta, enquanto as pessoas sem enxaqueca não apresentaram nenhum problema.

Como supervisor do estágio, o Prof. Luciano da Silva Lopes evidência que o projeto é algo bastante interessante, por ser uma área curiosa, em que estuda-se o efeito de alimentos comuns no dia a dia, assim como a interferência destes em algumas doenças e, especificamente, no caso da enxaqueca. 

“Foi um achado científico muito importante, o qual demonstra que o programa tem uma estrutura capaz de desenvolver projetos que são importantes, inclusive, com impactos para as pessoas de uma forma geral. Então, são muitas as contribuições que isso trouxe para a comunidade, na verdade, um dos objetivos da ciência é trazer algum tipo de benefício, que nem sempre é visto pela população, mas nesse caso é a explicação de algo que já se sabia ou pelo menos já se tinha uma informação prévia”, disse.

O Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas é o único da região meio norte, e segunda a UFPI, a partir de 2024 apresentará a primeira turma de doutores formados pela Universidade Federal do Piauí.

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