O FINO DA POLÍTICA | Os bastidores da política em Brasília

A revelação do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em entrevista à revista Veja, divulgada na quinta-feira (26), de que esteve prestes a matar o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, na antessala do tribunal, deixou muita gente ressabiada na Esplanada dos Ministérios. O medo de que outra autoridade se inspire em Janot e venha de fato a fazer algo próximo. Ministros, senadores, deputados, magistrados, entre outros ocupantes de cargos públicos não passam pela tradicional revista ao adentrar em órgãos públicos como Palácio do Planalto, Tribunais Superiores, Congresso Nacional e Ministérios. Ou seja, a bala ou a facada podem vir de onde menos se espera. Assim sendo, todo cuidado é pouco.

Brasília já foi palco da morte de um senador em 1963

 

 

 

 

 

 

 

Em dezembro de 1963, o pai do ex-presidente e senador Fernando Collor, Arnon de Mello (PDC-AL), na época era senador, fez um discurso na tribuna contra o adversário Silvestre Péricles (PTB-AL). Arnon foi repreendido pelo rival, que o chamou de crápula enquanto tentava se aproximar do púlpito. Em resposta, o parlamentar que discursava puxou seu revólver Smith Wesson 38 da cintura e fez dois disparos. O adversário, também armado, conseguiu se esquivar, mas a bala atingiu o abdômen do senador José Kairala (PSC-AC), que morreu horas depois no Hospital Distrital de Brasília, hoje, Hospital de Base. O Senado aprovou as prisões de Arnon de Mello e Silvestre Péricles, por 44 votos a 4. Mas, cinco meses depois, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal absolveu ambos os políticos.

Bangue-Bangue na Câmara dos Deputados

Menos de cinco anos depois, em 8 de junho de 1967, o Congresso foi cenário de outro tiroteio, este na Câmara dos Deputados. Alguns dias antes, os parlamentares Nelson Carneiro (MDB-RJ) e Estácio Souto Maior (MDB-PE), pai do piloto Nelson Piquet, bateram boca no plenário por causa da disputa pela presidência da União Parlamentar. Souto Maior deu um tapa em Nelson. O deputado do Rio de Janeiro revidou depois, quando encontrou Souto Maior no hall da Câmara e disparou um tiro contra o parlamentar pernambucano. Souto Maior caiu ferido, mas conseguiu tomar a arma e, mesmo no chão, atirou no rival político, que conseguiu se esquivar. No processo gerado após o episódio, ambos foram absolvidos.

Homenagens à Joaquim Roriz

A sexta-feira, 27 de setembro, foi um dia de relembrar os feitos do ex-governador do DF, Joaquim Domingos Roriz, falecido há 1 ano. O GDF realizou uma missa à céu aberto durante a entrega do Complexo Viário Joaquim Roriz, um conjunto de viadutos erguido para dar mais fluidez ao trânsito na região beneficiando moradores e milhares de condutores de veículos que utilizam a rodovia. Ibaneis Rocha esteve acompanhado de parte de seu secretariado e familiares do ex-governador Roriz, como a filha e ex-deputada federal e distrital Jaqueline Roriz e Joaquim Domingos Roriz Neto, atual subsecretário de Ações Comunitárias do GDF.


À tarde, foi a vez do Senado Federal presta homenagem à memória de Joaquim Roriz. A casa promoveu uma sessão especial pelo transcurso de 1 de falecimento do ex-governador que foi senador da República pelo Distrito Federal. Requerida pelo senador Izalci Lucas (PSDB-DF), a sessão foi muito bem prestigiada. Izalci exaltou o legado de Roriz afirmando que o ex-chefe, uma vez que foi secretário de Ciência e Tecnologia numa das passagens de Joaquim Roriz pelo GDF, foi o maior político do DF. A sessão contou com a presença das filhas de Roriz, as ex-deputadas Jaqueline e Liliane Roriz, o conselheiro do TCDF, Manoel de Andrade, líderes comunitários de todas as regiões administrativas, e foi abrilhantada pela homenagem da dupla de viola caipira, Zé Mulato e Cassiano que cantaram duas canções preferidas de Roriz.

Antes tarde, do que nunca

Um dos pontos altos da sessão em homenagem a Joaquim Roriz, na última sexta-feira (27), foi a participação do senador Reguffe (Podemos-DF). O parlamentar discursou do púlpito e reconheceu em público alguns feitos de Roriz. Reguffe sempre foi um crítico da gestão de Joaquim Roriz. O reconhecimento o fez ganhar o agradecimento de Jaqueline Roriz.

Herdeiros de políticos de renome podem surgir em 2022

A presença da neta de Joaquim Roriz, Bárbara Roriz, durante a sessão especial do Senado Federal fez surgir especulações quanto a uma possível candidatura dela em 2022. O seu primo Joaquim Domingos Roriz Neto bateu na trave na última eleição em 2018. A aposta na nova geração não é uma prática nova no DF. Atualmente, o presidente da CLDF, Rafael Prudente (MDB) herdou o capital político do pai, Leonardo. Para 2022, espera-se que grupos políticos tradicionais elejam seus pupilos. Especula-se que haverá representantes da família de Joaquim Roriz, Tadeu Filippelli, Paulo Octávio, Izalci Lucas, Prudente e por aí vai.

Enquanto Lula está preso, Dilma passeia pela Europa

Um vídeo divulgado nas redes sociais durante o fim semana mostrou que a ex-presidente Dilma Roussef (PT) está firme no seu propósito de defender a principal pauta do PT, “Lula Livre”. Dilma esteve na Espanha para participar da festa do Partido Comunista da Espanha. Ela ocupou um lugar de honra para assistir a entrada de um grupo de jovens para participar do evento. A ex-presidente seguirá percorrendo outros países europeus pregando que Lula é um preso político e deve sair da cadeia. Enquanto, ela passeia pela Europa, Lula continua preso.

Luciano Huck no PSDB


O tititi de que o apresentador Luciano Huck sairá candidato em 2022 voltou a circular no meio político. Huck teve um encontro com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Há quem diga que nariz de tucano Luciano Huck já possui, falta apenas adquirir a plumagem. A Globo já se posicionou que se caso seja real essa vontade do apresentador, ele será desligado da emissora e não poderá retornar aos quadros globais mesmo em caso de derrota. A política da plim plim não permite que ex-funcionários, artistas e colaboradores retornem em defesa da imparcialidade da Globo. Sei…

TSE aprovou mudanças em partidos

O Tribunal Superior Eleitoral recentemente aprovou mudanças em alguns partidos. O PPS passou a se chamar Cidadania. O PRB agora é Republicanos e o PHS se fundirá com o Podemos. A fusão entre PHS e Podemos gerou até brincadeiras na internet. Há um meme que aponta que para não haver discórdia entre os dois partidos, o nome dessa fusão resultará no partido Phodemos, se é que você me entende.

Frase para Refletir

“Costumo voltar atrás, sim. Não tenho compromisso com o erro.”
JUSCELINO KUBITSCHEK (1902 a 1976), médico, politico e fundador de Brasilia

Fonte:Expressão Brasiliense.