Fortaleza, Ceará Brasil 28.03.2020 Montagem do hospital de camapanha da prefeitura de Fortalaza no estádio Presidente Vargas para acolhimento dos infectados com o corona vírus (Fco Fontenele/O POVO) (Foto: FCO FONTENELE)

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) informou hoje (13) que a “Operação Caldeirão” cumpriu 10 mandados de busca em apreensão, sendo seis em Fortaleza e quatro em São Paulo.

A investigação apura suspeitas de fraudes na construção do Hospital de Campanha do Estádio Presidente Vargas (PV). No alvo, estão a Prefeitura de Fortaleza e a Associação Paulista para Desenvolvimento da Medicina (SPDM), que firmaram contrato de R$ 96 milhões.

Foram conseguidas também as quebras de 37 sigilos bancários e o afastamento de quatro servidores da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Fortaleza.

Em tempo

Hoje, as apreensões foram de equipamentos eletrônicos, para que documentos neles contidos sejam investigados.

Em tempo II

O caso não está mais sob comando de instituições federais. O desdobramento da investigação está nas mãos das instituições cearenses.

Em tempo III

A Operação contou com o apoio da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará e do GAECO do Ministério Público do Estado de São Paulo.

Em tempo IV

As medidas cautelares foram autorizadas pela 16ª Vara Criminal da Comarca de Fortaleza.

Entenda o caso

O MPCE iniciou as investigações sobre supostas irregularidades na aquisição e gerenciamento do hospital de campanha do PV em agosto de 2020. As medidas cautelares foram ajuizadas no dia 08 setembro de 2020. Além dos mandados de busca e apreensão, o MPCE também solicitou a quebra de sigilo bancário e fiscal de 37 pessoas físicas e jurídicas, bem com a suspensão do exercício da função pública em desfavor de quatro servidores do município de Fortaleza. O requerimento foi deferido na sua totalidade pelo Poder Judiciário no dia 29 de março de 2021. Com a operação desta terça (13/04), o Ministério Público visa levantar novos elementos probatórios para reforçar a investigação, que continua sob sigilo.

Ainda em 2020, o MPCE, por meio das Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde de Fortaleza, instaurou procedimentos para acompanhar a construção do hospital de campanha (março/2020) e a contratação da empresa gestora do hospital de campanha (maio/2020).

Veja coletiva na íntegra

“Com as informações do CN7