Polícia Federal faz buscas contra Sesapi e Fepiserh/Dimensão Distribuidora

Na manhã desta quinta-feira (14), a Polícia Federal realizou coletiva de imprensa para esclarecer a “Operação Onzena”, que teve como alvo empresas de medicamentos e órgãos públicos como a Fundação Estatal Piauiense de Serviços Hospitalares (Fepiserh) e a Secretária de Estado da Saúde (Sesapi).

Participaram da coletiva o superintendente da Polícia Federal no Piauí, Alexandre Chaves, o delegado responsável pela operação, Allan Reis, e o superintendente da Controladoria Geral da União no Piauí, Glauco Soares.

A “Operação Onzena” foi deflagrada na manhã de hoje com o objetivo de colher provas para elucidar as investigações a respeito de eventuais fraudes em processos licitatórios e superfaturamento em contratos públicos no âmbito do enfrentamento a pandemia da covid-19. Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, sendo 13 em Teresina, 2 em Picos, 1 em Bom Princípio do Piauí e 1 em Timon-MA.

Um dos alvos da operação foi a empresa Dimensão Distribuidora, localizada na Avenida Gil Martins, na zona sul de Teresina. O delegado Allan Reis, responsável por conduzir as investigações do caso, explicou que ela teve um lucro bruto de R$ 100 milhões no ano de 2020, sendo que cerca de R$ 70 milhões desse valor foram em contratos com órgãos públicos.

“O objetivo da operação foi colher mais elementos de provas que possam ratificar a tese de que tais contratos estavam sendo superfaturados e identificar eventuais práticas criminosas, já que a empresa teve facilitação nos contratos. É sabido que essa empresa teve 100 milhões de faturamento bruto em 2020, sendo que R$ 70 milhões são provenientes de contratos com entes públicos. O que chamam atenção nesses contratos são os indícios de superfaturamento, com juros exorbitantes”, disse o delegado.

O superintendente Glauco Soares, da CGU-PI, explicou que entre as irregulares encontradas estão a compra de EPI’s com mais de 500% de superfaturamento e testes rápidos para covid-19 que não foram aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O superintendente ainda exemplificou como era feito o superfaturamento durante a compra de máscaras.

“Temos uma nota técnica com os valores dos produtos que serve como embasamento para as investigações. Em um contrato suspeito, foi encontrado o valor de uma máscara N95 custando R$ 53,64. Na nota técnica, o parâmetro de mercado desse item é de R$ 8,33, a partir daí a gente constata o superfaturamento. A empresa comprou a máscara por R$ 3,95 e revendeu para os órgãos públicos por R$ 53,64, caracterizando um superfaturamento de mais de 500%”, explicou.

* Com as informações do GP1