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O delegado Menandro Pedro, titular do 7º Distrito Policial, responsável pelo inquérito que apura a morte do lutador de boxe Jonas de Andrade Carvalho, mais conhecido como “Guerreiro da Luz”.

Ocorrida durante um evento clandestino no último dia 24 de abril, avançou nas investigações e descobriu áudios comprometedores que podem complicar ainda mais a situação do organizador do evento, José Cláudio, que prestou depoimento na manhã desta quarta-feira (05/05).

O proprietário da academia teria falado em áudios que nem Deus e nem o demônio impediriam a realização do evento clandestino. Ele disse ainda que nasceu foi para quebrar regras.

“O evento é dia 24 e pode Deus e o demônio descer na terra dizendo para mim não fazer que assim mesmo eu ainda faço. Eu nasci foi para quebrar regras, não foi para cumprir. O meu evento aqui eu não adio. Pode a terra destruir, mas esse meu evento eu não vou adiar”, teria dito o organizador em áudios através de WhatsApp e que o OitoMeia teve acesso.

O comentário foi revelado por uma das testemunhas ouvidas pela Polícia Civil a respeito do incidente envolvendo Jonas de Andrade Carvalho Filho, de 34 anos, golpeado várias vezes na cabeça durante um duelo. Ele chegou a ser socorrido em um hospital da capital piauiense, mas não resistiu.

Segundo o delegado Menandro Pedro, os áudios demonstra que José Cláudio desafia as autoridades e prova que ele tinha noção e sabia que tudo o que ele estava programando para fazer no dia 24 era ilegal.

“Colhi depoimentos de testemunhas que já me confirmaram que se trata de um áudio dele, que demonstra que ele não respeita nenhuma autoridade do Estado. Pela maneira que ele fala, ele tinha noção e sabia que tudo o que ele estava programando para fazer no dia 24 era ilegal. Aquele cidadão Jonas, que não tinha a menor condição técnica e física para participar da luta, infelizmente veio a óbito”, esclareceu Menandro.

O delegado disse ainda que ao todo sete pessoas foram indiciadas no inquérito, são eles: dois enfermeiros, uma fisioterapeuta, um radiologista, um lutador que também ajudou a organizar a luta, o lutador que lutou contra Jonas Andrade e o próprio organizador José Claudio, este dois últimos podendo ser indicados por homicídio culposo.

“O treinador do Jonatas também foi ouvido. Eles receberam ligações do promotor do evento que pediram que eles não dissessem que havia bebida alcoólica na ocasião, mas isso já está provado, já comprovamos. Ou seja, um evento que fornecia bebida alcoólica, mas não tinha sequer equipamentos de primeiros socorros e outra, a luta terminou por volta de 21h30 e o Jonas só foi socorrido às 23h30, então você vê que se tivesse um aparato, poderia ter salvo uma vida. Tudo isso está constando no inquérito, um documento robusto com várias testemunhas e todas elas confirmam”, falou o delegado.


“Com as informações do Fala Piauí