O tema da vez nas rodas de discussão política é o tal “teto” de votos que os partidos têm delimitado para aceitar candidatos que disputem as eleições para o cargo de vereador em Teresina no próximo ano.

Com o fim das coligações proporcionais, as siglas buscam estratégias para conseguir eleger o maior número de candidatos e isso envolve, naturalmente, cálculos de potencial eleitoral. Será uma espécie de seleção natural de Darwin, agora aplicada às agremiações partidárias.

Candidatos que supostamente têm “muitos votos”, quer dizer, já possuem mandato e um trabalho prestado, se veem agora rejeitados pelos partidos, pois “tomariam” a vaga de outros nomes que vão tentar se eleger agora. Os “pequenos”, portanto, resistem a ingressar em siglas onde já há medalhões. Assim, são os “mais votados” que se veem ao ponto de serem expulsos para dar lugar aos novatos.

A nossa redação apurou com alguns partidos qual seria o teto de votos para aceitar que candidatos filiem-se. Esse teto é medido pelo resultado das últimas eleições disputadas ou uma projeção do trabalho de lideranças que ainda não foram testadas nas urnas.

A partir de 2020, as coligações vão ser possíveis somente para os cargos majoritários, ou seja, na disputa para prefeito. Dessa forma, vão se eleger os candidatos mais votados dentro dos seus partidos, desde que o partido consiga atingir o quociente eleitoral. O objetivo da nova legislação eleitoral é justamente evitar injustiças eleitorais, ou o que se chama de “efeito Tiririca”, quando o puxador de votos ajuda a eleger outros candidatos na mesma coligação por causa do seu desempenho acima da média.

“TETO” DE VOTOS PARA VEREADOR EM TERESINA:

SDD – não tem teto e analisará candidatos a filiação caso a caso

“Não somos um partido de aluguel. Quem quiser vir para o partido e ser vereador tem que ter o compromisso político-partidário”, disse o presidente estadual da sigla, Evaldo Gomes, ao blog Primeira Mão.

PSDB – Não tem teto

O presidente municipal da sigla, Edson Melo, disse ao blog que, para ser candidato, precisa ter “vontade e disposição”. “Os partidos escolhem os candidatos a vereador de poucos votos e os pretensos candidatos a vereador escolhem o partido pela facilidade de se eleger. Isso é a falência da atual legislação eleitoral”, classificou.

PT – Não tem teto

Progressistas – Não tem teto

“O povo é que coloca teto na democracia. Política, a meu ver, não é matemática exata”, analisou ao blog o deputado estadual e presidente do Progressistas no Piauí, Júlio Arcoverde.

MDB – Não tem teto

Cidadania – 2100 votos

PSD – 3.600 votos

PTB – 2 mil votos

PMB –  1300 votos

PTC –  1600 votos

PV – entre 1 mil a 1.500 votos, para aqueles sem mandato

PSL – piso (mínimo) 500 votos e teto de 3 mil votos para aqueles sem mandato

PC do B – não definiu qual o teto

PL – Vai definir teto em reunião esta semana

DC – Até 1.200 votos