A operação “Leshy” da Polícia Federal, deflagrada em junho e divulgada ontem por autorização da Justiça Federal, mas so informada nesta quinta-feira (15/07), prendeu um biólogo russo acusado de tráfico de animais.

Ele faz parte de uma complexa rede internacional de tráfico de animais silvestres, com atuação em países como Alemanha, República Tcheca, Polônia, Itália, Espanha, Finlândia, Bielo-Rússia, Madagascar, Emirados Árabes Unidos, África do Sul, Nova Zelândia, Austrália, Japão, México, Argentina, Equador, Rússia, Brasil, e países do sudeste asiático.

O russo já tinha sido preso pelo menos outras três vezes com animais silvestres nativos do Brasil, em 2017, no aeroporto de Amsterdã – Holanda; e duas vezes neste ano, no aeroporto de Guarulhos/SP, em janeiro, e no Rio de Janeiro, em junho; sempre com grandes quantidades de lagartos, aranhas, sapos, cobras e insetos

Ele teve o passaporte apreendido pela Justiça brasileira e foi obrigado a permanecer no país durante o processo. A PF apura agora se a atividade criminosa foi mantida através do envio de animais por via postal,

A operação se deu por determinação da 1ª Vara Federal da Seção Judiciária de Guarulhos/SP, e teve ainda o apoio do Instituto Brasileiro do meio Ambiente – Ibama, Polícia Rodoviária Federal – PRF e Interpol.

O nome da operação se refere ao deus da mitologia eslava, LESHY, protetor das florestas e dos animais selvagens. No folclore eslavo, acredita-se que Leshy seja trapaceiro e confunda os viajantes que adentram as florestas para caçar os animais. No Brasil, seria semelhante ao Curupira e ao Caipora.

“Com as informações do Terra Noticias Brasil