Pietro precisa de cuidados 24 horas por dia devido a um problema respiratório. Ele adquiriu a doença após passar por uma operação no coração aos quatro meses de vida

Pietro tem apenas três anos, mas já enfrentou grandes dificuldades neste curto período. A primeira foi aos quatro meses, quando passou por uma cirurgia no coração. Agora, a sua mãe luta para que ele consiga ser atendido pelo plano de saúde, que se recusa a dar o tratamento necessário para que ele possa viver em casa de forma segura.

doença no coração e a síndrome de Down fazem com que Érica Alves de Moura, mãe de Pietro, cuide do bebê em tempo integral, porém, desde a cirurgia no intuito de refazer a válvula responsável por bombear o sangue, Pietro apresenta quadros de bronquiolite, uma doença respiratório que ele tem regularmente.

Devido essa condição, diversos cilindros de oxigênio foram espalhados pelos cômodos da casa para ajudá-lo a respirar, mas Érica relata que se acontece algum problema, às vezes não consegue socorrê-lo e, por isso, necessita de uma equipe de enfermagem 24 horas por dia, um tratamento conhecido como Homecare. Porém, o plano de saúde nega o tratamento. Inconformada, a mãe de Pietro decidiu entrar na justiça, que por decisão deu um prazo de 48 horas para o serviço ser oferecido à família, o que não aconteceu.

Em nota, a empresa Biovida Saúde, responsável pelo plano, informou que as alegações de Érica não procedem e que eles cumprem todas as determinações judiciais. Porém, o Ministério Público também se manifestou dizendo que a companhia nega a própria finalidade do contrato do plano que é assegurar a continuidade da vida e saúde do paciente.

Para o médico pediatra, Nelson Ejzenbaum, a criança corre risco de morte sem o serviço, pois o estado em que se encontra é grave e se não receber o oxigênio de forma adequada pode sofrer lesões pulmonares.

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