“A fé e a oração são as vitaminas da alma; uma pessoa não pode viver com saúde sem elas”. (Mahalia Jackson)

Há momentos em que as dificuldades são tão intensas que a nossa oração acaba afogada em lágrimas e não termina.
Há momentos em que os problemas são tão poderosos que nem conseguimos orar porque sequer sabemos o que pedir.
Há momentos em que as lutas são tão dramáticas que não conseguimos ficar de pé diante dos golpes recebidos.
Há momentos em que nos sentimos completamente sozinhos.
Nesses momentos, que podem ser largos, devemos elevar nossos olhares para o nosso Deus, seguros que dele vem o socorro (Salmo 121.2).
Nesses tempos longos, devemos saber que uma prece afogada em lágrimas ainda é uma oração. Ana, a mãe de Samuel, orou exatamente assim, balbuciando soluços, e foi ouvida (1Samuel 1.10 e 19).
Nesses instantes confusos, quando a nossa razão não está clara para que saibamos o que pedir, podemos continuar orando porque Deus sabe do que precisamos e nos dará o que necessitamos (Mateus 7.9).
Nesses períodos, que podem ser paralisantes, devemos, mesmo desequilibrados, persistir em orar porque seremos atendidos como Jonas o foi enquanto era sacudido de um lado para o outro no ventre de um peixe (Jonas 2.1).
Nesses dias desesperadores, devemos fechar os olhos por um pouco e abri-los para ver um amigo a quem podemos recorrer para fazer o melhor que pode: orar por nós (Tiago 5.14).

“Saibam, porém, que o Senhor distingue para si o piedoso; o Senhor me ouve quando eu clamo por ele”. (Salmos 4.3)

Israel Belo é pastor da Igreja Batista Itacuruçá, na Tijuca, Rio de Janeiro, graduado em Teologia e Comunicação, pós-graduado em História, mestre em Teologia e doutor em Filosofia.