Os Trapalhões estão comemorando 55 anos de história na televisão.

O grupo liderado por Renato Aragão começou como Os Adoráveis Trapalhões na TV Excelsior em 1966, ganhou o título de Os Insociáveis, na Record, até chegar ao nome que várias gerações conhecem e admiram, na TV Tupi, em 1974. O quarteto com Didi, Dedé, Mussum e Zacarias marcou um “T” no humor brasileiro. Em conversa com a reportagem, Renato Aragão, 86, diz que o sucesso não se explica e chama de empatia a química do público com o humorístico.

“Mesmo alterando os atores, os personagens, uma coisa sempre foi a nossa essência: trazer alegria às pessoas através do humor simples, cotidiano, fazendo graça com o corpo e com as situações que todos nós brasileiros, de alguma forma, vivemos. Acredito que seja esse inclusive o segredo da empatia”, conta Aragão ao site.

Os Trapalhões estreou na Globo em 1977 à convite de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, na época diretor de operações da emissora. A proposta surgiu quando o programa estava na TV Tupi e começou a incomodar o Ibope do Fantástico. No canal carioca, o humorístico teve uma trajetória icônica de 18 anos e saiu do ar em 1995. A atração chegou a ser uma das maiores audiências da Globo e de bilheteria do cinema nacional.

Longe da televisão há 10 anos, ele assume que fazer humor é a sua vida e que tem sempre projetos na cabeça. “Eu não paro nunca. A minha mente está sempre pensando em novos roteiros, novos programas… Sempre tenho uma novidade pronta para me desafiar”.

Confira a entrevista completa com Renato Aragão

Foto na telinha

Os Trapalhões estão fazendo 55 anos, mas a história do grupo começou em Os Adoráveis Trapalhões, passou para Os Insociáveis até chegar os Trapalhões. O que cada grupo tinha de específico e que memória mais marcante o senhor tem do início da trajetória?

Renato Aragão – Mesmo alterando os atores, os personagens, uma coisa sempre foi a nossa essência: trazer alegria às pessoas através do humor simples, cotidiano, fazendo graça com o corpo e com as situações que todos nós brasileiros, de alguma forma, vivemos.  Acredito que seja esse inclusive o segredo da empatia que nosso trabalho sempre despertou no nosso público.

O senhor concorda que os Trapalhões mudou a história do humor na televisão brasileira?

Renato Aragão – Eu acredito que fizemos a nossa história, com a nossa marca que, como já disse, era fazer graça da vida. Despertar a alegria que podia ser reconhecida pelas pessoas comuns, identificando também nelas o desejo de dar um jeito nas adversidades.

Como se explica o sucesso até os dias de hoje?

Renato Aragão – Não sei se explica, mas eu continuo a acreditar que o humor, o riso e a alegria  ainda são a melhor maneira de sobreviver às dificuldades da vida. O riso e a alegria trazem sempre mais leveza para a vida.

Quando a emissora resolver acabar com o programa, o senhor achava que tinha ainda mais fôlego para alguns anos?

Renato Aragão – Fazer humor é a minha vida. Então, enquanto eu tiver vida, vou continuar a fazer o que mais gosto de fazer: graça!

Foto na telinha

Aragão com Américo Picanço (à direita), em esquete do programa Vídeo Alegre, no Ceará

Acredita que o sucesso incomoda?

Renato Aragão – O  sucesso é um desafio  e como todo desafio vai exigir adaptação.  Sei que cada pessoa lida com o sucesso de uma forma única. Particularmente, a mim, não incomoda. É motivo de gratidão sempre.

O senhor ainda tem projetos?

Renato Aragão – Sim! Eu não paro nunca. A minha mente está sempre pensando em novos roteiros, novos programas… Sempre tenho uma novidade pronta para me desafiar.

Fonte natelinha