Moreira Franco é o 5 ex-governador do estado do Rio que foi preso

(PLENO NEWS) – A prisão do ex-ministro Moreira Franco nesta quinta-feira (21) traz mais um elemento para a lista de ex-governadores do Rio de Janeiro que foram presos. O primeiro a ser detido foi Anthony Garotinho, seguido da esposa Rosinha Garotinho, Sérgio Cabral e, recentemente, Luiz Fernando Pezão. O grupo sinaliza uma lamentável configuração de corrupção na política do estado. Todos os governantes foram presos por corrupção. Tudo isso em um espaço de tempo de 20 anos.

Apenas Luiz Pezão foi encarcerado enquanto exercia seu mandato. Todos os outros governantes, quando condenados pela Justiça, já não estavam mais trabalhando na função de governadores do Rio de Janeiro. Os chamados “crimes de colarinho branco” são tantos que o Complexo Penitenciário de Bangu já tem uma ala só de políticos e empresários envolvidos.

Sergio Cabral – Foi preso em 2016, condenado pela Operação Lava Jato. Sua pena já conta com mais de 170 anos de reclusão, com oito condenações, sendo réu em diferentes processos. Está detido no sistema penitenciário de Bangu 8, acusado pelos crimes de corrupção passiva, formação de quadrilha.

Anthony Garotinho – Foi preso por três vezes. Em 2016, a Operação Chequinho, da Polícia Federal, investigava o uso indevido do programa Cheque Cidadão para benefício eleitoral. Garotinho ficou marcado também pelo escândalo que fez ao passar mal quando era transportado do hospital para o presídio. Em 2017, foi novamente preso, usando uma tornozeleira eletrônica em casa, acusado porque estaria ameaçando testemunhas e atrapalhando as investigações feitas pela Polícia Federal. Dois meses depois, o ex-governador voltou para a cadeia, acusado por crime eleitoral.

Rosinha Garotinho – Foi presa também por crime eleitoral, juntamente com o marido Anthony Garotinho, em 2017.

Luiz Pezão – Foi preso pela Polícia Federal em 2018, também como resultado da ação da Lava Jato, na Operação Boca do Lobo. Pezão foi acusado de receber propina, que incluia uma mesada de R$ 150 mil e um montante de R$ 40 milhões embolsados. Ainda no exercício do cargo de governador, Pezão também ajudou no esquema criminoso, que tinha o antecessor Sérgio Cabral como líder. Nesta quarta (20), o pedido de soltura de Pezão foi negado pela Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da Segunda Região.