SBT apela e faz cobertura de tragédia em Suzano de maneira constrangedora

Nesta quarta-feira, 13 de março, o Brasil acordou com a triste informação que dois homens, um adulto e outro adolescente, entraram em uma escola em Suzano que fica na grande São Paulo e atiraram em diversos estudantes. As emissoras Record, Rede Globo, Sistema Brasileiro de Televisão(SBT), RedeTV! e Band, ao saber da informação, passaram a fazer cobertura do caso.

Ao vivo, durante horas, tratando de um drama terrível, como a morte violenta de crianças dentro de uma escola, é inevitável – e até aceitável – tropeçar aqui ou ali. Mas há limites que, uma vez ultrapassados, acabam manchando o trabalho. Alguns erros e exageros, inaceitáveis, vão ser mais lembrados do que os acertos. É assim mesmo.

Às vezes, o sangue frio necessário para decidir o que é aceitável mostrar fica em segundo plano diante da apelação em busca de audiência. Só isso pode explicar a decisão do “Brasil Urgente” de mostrar, ainda durante o dia, em horário inapropriado, um dos criminosos atirar em direção a funcionários e alunos na entrada da escola. O vídeo, registrado por câmera de segurança da escola, foi exibido três vezes em sequência, com paradas, pedidas por José Luiz Datena, para examinar detalhes mórbidos. Curiosamente, a emissora teve o pudor de congelar o vídeo no momento em que o outro assassino completa o trabalho a golpes de machado.

Outros telejornais, da Record e da Globo, também exibiram trechos deste vídeo, mas de forma muito mais editada e compacta. A pressão para entrar ao vivo e a pressa deixaram uma repórter do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) em situação constrangedora no início da cobertura. O vídeo em que tenta entrevistar qualquer pessoa, desesperadamente, sendo rejeitada ou ignorada, já viralizou. Acho o caso menos grave que a decisão da emissora de interromper a cobertura do jornalístico matinal que exibia o caso para mostrar o programa infantil “Bom Dia & Cia”.

“Estamos em busca de informações. Marcão, acabei de chegar, eu corri bastante para chegar. As famílias estão em busca de informações. A gente tem alguma informação da polícia? Calma aí”, disse a repórter, ofegante. “Ninguém dá informação ainda, gente. Tem uma senhora chorando aqui também…”, informa na reportagem. Ao abordar uma mulher, Márcia foi surpreendida: “Eu não quero falar!”, gritou.

A cobertura de Márcia foi muito criticada pelos internautas, que acreditam que faltou preparo e sensibilidade da parte da repórter. Veja:

Fonte Tvofoco