Secretário da SES-AM, Marcellus Campêlo, disse que estava em São Paulo quando soube da operação da PF e voltou a Manaus (Foto: SES/Divulgação)

O secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, foi preso no início da tarde desta quarta-feira, 2, pela Polícia Federal ao chegar ao aeroporto de Manaus.

Ele estava em São Paulo para tratar de assunto de interesse particular quando soube da Sangria 4, a quarta fase da Operação Sangria.

Marcellus foi o último dos 6 investigados a ter prisão temporária decretada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) a ser preso nesta quarta-feira.

A operação da Polícia Federal com a participação da CGU (Controladoria Geral da União) e do MPF (Ministério Público Federal) cumpriu 25 mandados judiciais em Manaus e Porto Alegre, sendo 19 de busca e apreensão e 6 mandatos de prisão temporária.

Ainda em São Paulo, antes de voltar a Manaus e ser preso, o secretário alertou para o risco da politização da operação, em mensagem enviada em um grupo de secretários de saúde no WhatsApp. Em seguida, ele saiu do grupo.

“Estava em viagem quando recebi a notícia de uma operação da PF em Manaus. Estou retomando agora para lá. De modo a manter a integridade deste grupo, sairei e aguardarei lá os próximos passos. Deixo o alerta quanto a politização da pandemia, com intenção de mandar a conta aos governos estaduais e especialmente aos secretários. Há de se fazer algo. Boa sorte e sucesso a todos!”, publicou o secretário.

Marcellus Campêlo está agendado para depor na CPI da Covid, no Senado, no próximo dia 15.

O governador Wilson Lima teve o depoimento antecipado do dia 29 para o dia 10, a pedido do senador Marcos Rogério (DEM-GO), acatada pelo presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM).

“Com a informações do Amazonas atual