Foto Reprodução

Maria d’Ajuda é uma veterana dona de casa. Apegada a pessoas, plantas e animais de estimação. Mas é enorme sua dificuldade em perder alguém. Recentemente, d’Ajuda perdeu a tia, bem idosa, que vivia com ela, e o bisneto Júlio, de 9 anos.

Tia Amália parecia ainda estar entre os vivos, quando, um acidente doméstico ganhou proporções inimagináveis pouco antes da hora do almoço. Júlio ficou seriamente ferido ao cair sobre a jarra de vidro que levava enquanto ajudava a aprontar a mesa para a refeição, antes da escola. O horror jamais imaginado foi ocupando a consciência de d’Ajuda e da família à medida que saíam os jorros de sangue arterial de um corte profundo no antebraço esquerdo.

Naquele instante, nenhum homem da família estava em casa, de modo a erguer e sair rapidamente com o menino. O socorro levou de 15 a 20 minutos e, por isso, Luíza, a mãe, gritou para a avó de seu esposo que chamasse a vizinha. Andréa veio enquanto mandava os próprios filhos que a esperassem voltar da Emergência e buscou as chaves do carro. Uma manobra atabalhoada, enquanto o tempo corria velozmente, e saíram. D’Ajuda ficou, numa agonia sem medida, a olhar os filhos da vizinha.

Os pensamentos pulsavam desencontrados. Lembrou a filha, vítima de um câncer mortal há quatro anos, e da tia recém falecida, enquanto ligava para o pai de Júlio, seu neto Anderson, que trabalha em outra cidade, para vir correndo. Pensava ainda noutros familiares partidos e, em alguns minutos, pelo celular, Luiza ligou da Emergência, em pranto desesperado, dizia que o menino estava lá dentro, mas já chegara sem vida. Em convulsão, faltando-lhe o chão embaixo, o pensamento volveu-se para Deus: “Senhor, por quê? Deus, o nosso Júlio?”.

Quando não temos respostas nem caminhos, precisamos confiar no caráter providencial de Deus, que nos diz: “… todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8:28). Somos desafiados a perceber que, a despeito das circunstâncias, a mente transformada por Cristo enxerga em cada adversidade uma nova experiência de quão “boa, agradável e perfeita” pode ser a vontade de Deus (Rm 12:2).

D’Ajuda ainda vive pela fé, superando a cada dia a amargura de suas perdas, mas frutificando esperança, graça e amor enquanto confessa o quanto Deus é bom.

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Fonte:Redação Manchete Net/Pleno News