Na marcha dos prefeitos ontem o Deputado Rogério  Peninha Mendonça foi ovacionado ao anunciou à plateia que estava protocolando um projeto de emenda à constituição para unificar o calendário eleitoral. É antiga a ideia e vem do diagnóstico de que a política trava o país a cada dois anos com suas eleições, a marcha se encerrou no mesmo dia do protocolo nesta ultima quinta-feira 11/04/19 em Brasília.

Há alguns anos outro catarinense levantou bandeira: era Joares Ponticelli (PP), então presidente da Assembleia Legislativa. Ele queria que a proposta fosse apresentada pelos parlamentos estaduais de forma conjunta no Congresso. Ponticelli estava em Brasília e deve ter ouvido a fala de Peninha, agora como prefeito de Tubarão e presidência da Federação Catarinense de Municípios (Fecam).

Um valor convincente na mente dos defensores da unificação das eleições. Em 2018, a disputa para deputados estaduais, deputados federais, senadores, governadores e presidente da República custou R$ 900 milhões aos cofres do país. No momento, a proposta de dar quatro anos de distância das disputas partidárias para eleitos e eleitores encalha em problemas práticos. O mais delicado deles é o que fazer com os mandatos atuais.

A PEC de Peninha. Ela prorroga os mandatos dos atuais prefeitos e vereadores por dois anos – fazendo, assim, que o final de seus mandatos coincidam com os dos eleitos na última eleição passada. É perigoso porque a sociedade convive com uma correlação de forças muito diferente do que a de 2016 – pois partidos como o PSL e o Novo eram irrelevantes e partidos tradicionais ainda concentravam poder. Aprovada agora, a PEC evitaria eleições sobre as quais poucos ousam fazer prognósticos. Cheira a casuísmo, mas por outro lado dará ao povo um prazo maior para sentir a mudança na política proposta pelo presidente eleito Jair Messias Bolsonaro.