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A decisão da Prefeitura de Teresina de suspender os contratos com entidades culturais que são patrimônios da cidade gerou debate, na manhã de hoje (12), na Câmara de Teresina.

O presidente estadual do PSDB, Edson Melo, usou a tribuna da Casa e acusou a atual gestão de fazer política com o assunto.

Segundo Edson Melo, falta a gestão de Dr. Pessoa (MDB) descer do palanque político. Ele afirma que a medida visa apenas apagar o legado administrativo das gestões passadas do PSDB.

“Claramente uma questão política. A cultura não traz nenhum prejuízo para Teresina. E um desejo de apagar o que foi feito pelo PSDB e pelo ex-prefeito Firmino Filho. São projetos com resultados visíveis e reconhecidos”, destacou.

O vereador Aluísio Sampaio também fez críticas à decisão da prefeitura. Segundo ele faltou mais diálogo com a categoria.

“Antes de uma decisão dessa, é preciso dialogar com aqueles que serão diretamente afetados. Não pode ser feito dessa forma”, disse.

O vereador Luiz Lobão (MDB) diz que a cultura não pode ser prejudicada. “Faço um apelo ao prefeito para retroceder dessa decisão se de fato isso vai acontecer. Seria uma afronta para nossa cultura”, disse.

O líder do prefeito, vereador Renato Berger, reagiu às críticas. Segundo ele, a prefeitura quer valorizar os artistas quando eles passarão a receber bolsas.

“Não vai se acabar com nenhum projeto. Todos continuarão existindo. A única coisa que vai mudar é o vínculo. A prefeitura entende que assim o artista será o verdadeiro beneficiado e não atravessadores”, destacou.

Na base do prefeito Firmino Filho, o vereador Dudu (PT), diz que a medida visa reduzir  custos e abranger um maior número de artistas.

“Por mais de 30 anos foi uma gestão que tinha uma forma de trabalhar. Não quero emitir juízo de valor. Agora se foi constatado algum tipo de formato que mudando poderá incluir mais pessoas, serei a favor. Se você tem uma entidade que faz um programa e esse programa pode ser feito direto pela prefeitura, se economiza e trabalha mais. Vamos ser favoráveis o que for para economizar e gastar com mais transparência”, destacou.

“Com as informações do Cidade Verde