Pode ser que algumas regras sejam absurdas e precisemos descartá-las, mesmo tendo que pagar o preço que a desobediência vai cobrar.
No entanto, a maioria das regras é boa. Sabemos disto quando, dirigindo um veículo, não somos informados sobre o limite de velocidade naquela rodovia ou quando, nos cruzamentos, os sinais inexistem ou estão com defeito. Não é enorme, nesses casos, a nossa insegurança?
Apesar disto, quase sempre dizemos que não gostamos de regras.
Pode ser que nosso corpo não as queira.
Pode ser que nossa preguiça não as deseje.
Pode ser que nosso egoísmo não as aprecie.
Pode ser que nosso individualismo não as reconheça.
Maturidade é saber que existem regras a serem seguidas.
Maturidade é entender que sem normas é insuportável a vida em comum, na família, no grupo, na escola, na empresa, no lazer, no jogo, na reunião, no voluntariado.
Maturidade é perceber que não dá para acordar à hora que quiser, chegar ao compromisso quando preferir, fazer refeições no momento em que desejar, falar quando o outro está com a palavra.
Maturidade é seguir as regras.
Maturidade é, diante das normas, avaliar cada uma delas, empenhar-se para alterar as ruins para boas e, enquanto as mudanças almejadas não vêm, cumprir as que estão em vigor.
Regras não doem.
Regram educam nosso corpo para viver melhor.
Regras moldam nossa mente para pensar melhor.
Regras prolongam a nossa vida.
São as regras que possibilitam o convívio.
Onde não há regras, sobram atraso, ansiedade e solidão.
Vivam as regras boas!

“O mandamento é lâmpada, e a instrução é luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida”. (Provérbios 6.23)

Israel Belo é pastor da Igreja Batista Itacuruçá, na Tijuca, Rio de Janeiro, graduado em Teologia e Comunicação, pós-graduado em História, mestre em Teologia e doutor em Filosofia.

Fonte: Pleno News.