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Tradicional durante as festas juninas, o amendoim é uma ótima fonte de gorduras boas e ômega 3, que ajuda a combater as doenças cardiovasculares.

Apesar de famoso ingrediente para doces, ele é um alimento é versátil. Por isso, se encaixa em diversas receitas mais saudáveis.

Por causa da quantidade de açúcar, a paçoca tem muitas calorias. Entretanto, sem exageros, até mesmo o doce oferece nutrientes que ajudam a promover o bem-estar, fundamental nessa época de pandemia onde os níveis de estresse e ansiedade estão mais elevados

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Benefícios

Os nutrientes encontrados no amendoim auxiliam na prevenção de doenças como diabetes e até mesmo câncer. Além disso, protege o sistema nervoso. Para aproveitar os benefícios, nutricionistas recomendam o consumo de 30g por dia.

Sem exagero, o amendoim ajuda também na ação antioxidante. Por causa das gorduras saudáveis, ele fortalece os músculos.

Para os amantes dos esportes, a gordura saudável encontrada no amendoim ajuda a melhorar o rendimento durante os treinamentos. Para não sair da dieta, basta incluir a pasta de amendoim sem açúcar nos lanches. Aliás, por ser versátil, o amendoim pode ser consumido cru ou torrado, pois as suas fibras estão presentes nas duas formas.

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Defensores do amendoim

Para dar um basta definitivo à má fama que ronda o petisco, pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo observaram ratos que o consumiam regularmente e chegaram a duas conclusões importantes: mesmo sem restrição de calorias, o amendoim ajudou a controlar o peso dos animais e “até quando o amendoim é bem triturado pelos dentes, nem todas as moléculas de gordura são quebradas”, observa a pesquisadora Neuza Maria Brunoro Costa, que liderou a investigação.

Outro trabalho, dessa vez da Universidade Federal de Lavras, em Minas Gerais, revelou que o amendoim dá uma acelerada de 11% no metabolismo – pelo menos no dos roedores analisados. Em seres humanos, a pesquisadora Sandra Bragança Coelho, autora da investigação, constatou que indivíduos com peso normal deixavam de beliscar a torto e a direito depois de se deliciarem com amendoim.

No entanto, esse fenômeno não se repetiu entre os obesos, que devoravam a leguminosa sem excluir itens pró-pneus do cardápio. “O ideal é substituir fontes de gorduras saturadas, como os embutidos, por ela”, adverte. Daí, vale o alerta: é preciso ter autocontrole para não fugir da recomendação de 30 gramas diários, o equivalente a uma mão fechada. Do contrário, o auxílio vira sabotagem.

Além da mãozinha na hora de emagrecer, o amendoim também é um protetor do coração. Isso porque contém nutrientes fundamentais para diminuir o colesterol LDL, a faceta ruim da molécula, e manter as artérias sempre saudáveis, afastando o risco de doenças cardiovasculares. É o caso dos fitoesteróis, substâncias que competem com o LDL na hora em que ele gruda em células específicas para ser assimilado.  “Os fitoesteróis enganam o organismo, tomando o lugar do mau colesterol e favorecendo sua eliminação”, esclarece a pesquisadora Neuza Maria Brunoro Costa.

Outro defensor do peito encontrado aos montes no amendoim é o resveratrol,  aquele corante natural que também dá pinta em uvas e cebolas roxas. Por ser um poderoso antioxidante, ele age impedindo que o colesterol LDL forme placas enrijecidas nas artérias, a gênese da aterosclerose, um entupimento generalizado que abre caminho para a ocorrência de um infarto.

Um trunfo pouco estudado desse primo do feijão é a presença da arginina, um aminoácido que, dentro do corpo, se transforma em óxido nítrico. “Ele relaxa as artérias, o que aumenta o fluxo sanguíneo e diminui a pressão arterial”, ensina o nutrólogo José Alves Lara Neto, da Associação Brasileira de Nutrologia.

E, como toda oleaginosa, o amendoim é fonte de ácidos graxos monoinsaturados, as gorduras do bem. “Ele ainda fornece grandes quantidades de potássio, magnésio e vitamina E”, elenca Lara. Por falar nesses dois últimos nutrientes, trata-se de uma dupla essencial para deixar o cérebro funcionando nos trinques. Já o potássio é célebre por evitar cãibras e fortalecer os ossos. Tudo isso é, sem dúvida, um prato cheio para a sua saúde.

O jeito certo de consumir

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Apesar de tão nutritivo, nessa altura já está claro que não pode ser saboreado aos montes. Até porque algumas versões industrializadas, aquelas coloridas e com cascas bonitas, têm sódio a rodo.  Essas pitadas a mais do ingrediente fazem o risco de doenças cardiovasculares, como a pressão alta, disparar. É importante também se atentar à quantidade. Para fugir das armadilhas, a nutricionista ensina uma dica: torrá-lo em casa.

Se optar pelo industrializado, procure marcas com o selo da Fundação Pró-Amendoim, que fiscaliza todas as etapas de produção do tira-gosto, atestando sua boa procedência. É que a aflatoxina, uma substância maligna presente em um fungo, pode dar as caras se o amendoim teve problemas na armazenagem ou empacotamento. “Ela então se aloja na casquinha e produz sérios danos ao fígado”, adverte Sandra Bragança Coelho. Mas, com cuidado na hora da compra, é possível incluir essa delícia no cardápio numa boa.

Redação Manchetenet